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Brasil Prefeito é eleito com um voto de diferença em Quinta do Sol, no Paraná

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Caso aconteceu no interior do Paraná. (Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE)

O resultado das eleições 2020 na cidade de Quinta do Sol, no Paraná, indica uma corrida que pode ser chamada de muito acirrada. Dois candidatos a prefeito disputaram, centímetro a centímetro, os 326 quilômetros quadrados do território quinta-solense, e uma diferença de apenas um voto consagrou o vencedor. Com 1.703 votos, Leonardo Romero (PSD) foi eleito prefeito da cidade. Jilvan Ribeiro (Cidadania), o segundo colocado, teve 1.702 votos.

“Gratidão pura”, comemorou Romero pelas redes sociais. Ele, que assumirá o Executivo Municipal pela primeira vez, é primo do atual prefeito, João Claudio Romero, que está no segundo mandato. “Obrigado Deus, obrigado família”, escreveu Leonardo Romero no Facebook. “1.703 votos determinaram o futuro TODOS!”.

Já Jilvan Ribeiro, que recebeu 1.702 votos, diz que conhece “muita gente” que não foi votar e que poderia ter mudado o resultado. Mas afirma também que é “melhor não citar, porque senão a pessoa pode ficar com dor na consciência”.

Mesmo tendo ficado em segundo lugar, Ribeiro rejeita a alcunha de perdedor. “Perdemos por um voto, porém nos consideramos vencedores, porque enfrentamos a máquina publica, enfrentamos um poder econômico”, afirmou. “Nosso adversário era um dos mais ricos da cidade, então foi na cara e na coragem.”

Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as receitas de campanha de Romero somaram mais de R$ 90 mil. As de Jilvan Ribeiro ficaram no patamar dos R$ 25 mil.

Ribeiro falou da casa dos pais, onde mora – o barulho ao fundo era das galinhas no local. Nascido e crescido em Quinta do Sol, ele já havia se lançado nas urnas em duas ocasiões anteriores, em 2012 e 2016, quando concorreu ao cargo de vereador. “Em 2012 tirei 51 votos e em 2016 tirei 68.”

Ribeiro questiona uma visão política que, segundo ele, marca presença nas cidades pequenas, e à qual ele afirma buscar se contrapor. “Numa cidade pequena, que não tem emprego, geralmente as pessoas atribuem sua votação ao assistencialismo”, diz. “Sendo que o dinheiro é público; eles (gestores) não estão fazendo mais do que a obrigação.”

Mesmo em meio a críticas, Jilvan Ribeiro não tem dúvidas quanto ao mérito do adversário. Na direção contrária de líderes mundiais como Donald Trump, o quinta-solense conclui: “Romero foi eleito, então a gente tem que respeitar o resultado das urnas.”

Policiais

O número total de policiais e militares eleitos neste ano aumentou em todo o Brasil. A quantidade de comandantes de cidades com origem em forças de segurança cresceu 39% em 2020 na comparação com a eleição municipal de 2016. Ao todo, 50 policiais ou militares se elegeram prefeito em 2020, segundo pesquisa encomendada pela revista Piauí. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 36 policiais se elegeram prefeito há quatro anos, 14 a menos.

A quantidade de vereadores eleitos cresceu menos no mesmo período, de 793 para 807 (alta de 1,7%). O total de candidatos com esse perfil que disputaram o pleito já havia subido 3%, ao passar de 7.041 (2016) para 7.258 (2020), de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Foram consideradas candidaturas policiais e das forças de segurança aquelas em que o titular se identificou como bombeiro militar, membro das Forças Armadas, militar reformado, policial civil, policial militar ou nome na urna de cunho militar.

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