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Mundo Presa, ex-presidente da Coreia do Sul recebe perdão do governo

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Segundo o governo, Park estava em uma lista de pessoas que receberam uma anistia especial "em uma perspectiva de unidade nacional". (Foto: Reprodução)

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, concedeu um perdão formal à ex-mandatária Park Geun-hye nesta semana. A ex-líder do país havia sido condenada a 22 anos de prisão por abuso de poder e coerção em um enorme escândalo de corrupção.

Em comunicado oficial, o ministro da Justiça sul-coreana, Park Beom-kye, afirmou que Park estava em uma lista de pessoas que receberam uma anistia especial “em uma perspectiva de unidade nacional”.

A ex-presidente foi a primeira mulher a assumir o cargo na história da Coreia do Sul, em 2013. Apesar de ter entrado na função como alguém que “não era ligada a nenhum grupo político antigo”, menos de quatro anos depois, ela foi alvo de um processo de impeachment.

O escândalo colocou em evidência as ligações escusas entre grandes empresas do país e a presidente Park e sua amiga e assessora, Choi Soon-sil. Ambas foram acusadas de receber propinas e subornos de grandes conglomerados em troca de tratamento preferencial em contratos.

A crise fez com que o bloco de direita, de Park, perdesse a preferência dos eleitores, que optaram por eleger Moon, do bloco de esquerda.

Fim da guerra

Recentemente, Pyongyang, Seul, Pequim e Washington chegaram a um eventual “acordo de princípio” para declarar o fim da guerra entre as duas Coreias, quase 70 anos depois, informou o presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

Moon afirmou estar convencido de que as quatro partes (Coreia do Norte, Coreia do Sul, China e Estados Unidos) concordaram com um “acordo de princípio” para uma declaração de paz.

Segundo o The Guardian, o presidente da Coreia do Sul admitiu que as negociações sobre a guerra 1950-53 estavam sendo impedidas por objeções norte-coreanas à atual “hostilidade dos EUA”.

“Por esse motivo, não podemos nos sentar para negociar as declarações entre a Coreia do Sul, a Coreia do Norte e os Estados Unidos”, afirmou em entrevista coletiva.

“Esperamos que as conversações sejam iniciadas. Estamos fazendo todos os esforços para isso”, acrescentou.

Para Moon, é “importante acabar com um armistício instável que existe há quase sete décadas”, e “uma declaração de paz pode melhorar as perspectivas de avanço do programa de armas nucleares de Pyongyang”. Essa declaração “vai nos ajudar no início das negociações para a desnuclearização na Península Coreana”.

Poucas horas depois das declarações de Moon Jae-in, o ministro sul-coreano da Unificação, Lee In-young, afirmou que o acordo “pode ser ponto de passagem para uma nova fase de paz” e exortou Pyongyang a aceitar a oferta de Seul. “A Coreia do Norte tem mostrado, nos últimos tempos, uma forma mais aberta de diálogo”, disse Lee.

Segundo o ministro sul-coreano da Unificação, “a Coreia do Norte lançou vários mísseis de curto alcance este ano, mas não fez a situação deteriorar-se severamente nem elevar as tensões a um alto nível”.

A guerra da Coreia terminou em julho de 1953 com um armistício, mas não com o tratado de paz, o que significa que o Norte e o Sul estão tecnicamente em guerra.

Moon, que fez do envolvimento com a Coreia do Norte uma característica-chave da sua administração, está pressionando por um acordo de paz antes de seu único mandato de cinco anos como presidente da Coreia do Sul terminar, na próxima primavera.

O presidente sul-coreano repetiu o pedido pelo fim das hostilidades, que já tinha feito em seu discurso na Assembleia Geral da ONU em setembro. À época, Kim Yo-jong, a influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, descreveu sua iniciativa como “uma interessante e boa ideia”.

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