Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de março de 2017
Pelo menos seis pessoas foram presas em uma operação para desarticular uma quadrilha especializada em furto de combustíveis de oleodutos da Petrobras. O prejuízo com os desvios é estimado em R$ 33,5 milhões. A Operação Ouro Negro, realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, ocorreu na manhã desta quinta-feira (16) no Rio de Janeiro, em São Paulo e Minas Gerais.
O grupo desviava combustíveis e petróleo dos dutos da Transpetro, na Baixada Fluminense, para revenda ilegal. Segundo a polícia, era usada a técnica da trepanação, que consistia na instalação de uma derivação clandestina na tubulação perfurada, sem a necessidade de fechar o abastecimento do produto.
As ligações clandestinas foram instaladas em vários terrenos em Caxias, Magé, Nova Iguaçu e, até mesmo, próximo ao Arco Metropolitano. Depois da extração de diesel, gasolina, álcool e até petróleo cru, tudo era levado para refinarias clandestinas em Minas Gerais e São Paulo.
A investigação começou em 2015, e a estimativa é que tenham sido desviados, por ano, 14 milhões de litros de combustíveis da Petrobras. De acordo com a denúncia, a quadrilha atuou entre junho de 2015 e março deste ano.
A Justiça expediu 11 mandados de prisão nesses três Estados e 26 de busca e apreensão. O chefe da quadrilha no Rio não foi encontrado. Denilson Silva Peçanha, conhecido como Maninho, é considerado foragido. Além de ser responsável pela perfuração e retirada dos combustíveis, Maninho também garantia o envio do produto para outros Estados, por meio da emissão de notas fiscais fraudulentas.
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