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Política Presença do ministro do Supremo Nunes Marques na posse de Ricardo Lewandowski agrada governo Lula e causa ruído na oposição

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Parlamentar foi criticado por não citar os esforços das Forças Armadas nos trabalhos de mitigação da crise causada pelas chuvas. (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

A presença do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), na posse de Ricardo Lewandowski como ministro da Justiça foi vista com bons olhos pelo governo Lula, mas causou ruído na oposição. O magistrado foi indicado à Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e ainda não tem a mesma proximidade com o Palácio do Planalto da maioria de seus colegas.

Interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enxergaram na presença de Nunes Marques mais um gesto de aproximação com o governo, sobretudo diante do contraste com o ministro André Mendonça. Outro indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Justiça não compareceu à solenidade de posse de Lewandowski, ocorrida nessa quinta-feira (1º), no Planalto.

O ministro Edson Fachin também faltou ao evento, mas os dois deram expediente no STF horas depois, para a cerimônia de abertura do Ano Judiciário.

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente têm interesse em se aproximar de Nunes Marques, e deixou a intenção clara ao avisá-lo que indicaria João Carlos Mayer Soares, um aliado do ministro, à vaga de desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Apesar do gesto de Nunes Marques, aliados de Bolsonaro tentam minimizar o episódio. Nos bastidores, afirmam que a relação do ex-presidente com o seu primeiro indicado ao STF está inabalada.

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), vice-líder da oposição, porém, não esconde sua insatisfação. O parlamentar gaúcho afirmou que Nunes “faz parte do consórcio entre PT e STF”, e lembrou que o ministro deu voto favorável à cassação do agora ex-deputado Deltan Dallagnol, antes procurador da extinta força-tarefa da Operação Lava-Jato.

Outros destaques

Uma ausência, no entanto, foi comentada: a do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). O deputado viajou para Alagoas na noite de quarta (31). Segundo sua assessoria, ele tinha compromissos e agendas no Estado.

Lira cortou o diálogo com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, responsável pela interlocução do governo com o Legislativo. Os dois não se falam desde o fim do ano passado.

Padilha, no entanto, aproveitou o evento para conversar com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com quem desceu lado a lado a rampa das autoridades na abertura do evento. Ricardo Cappelli, ex-secretário-executivo da Justiça, foi outro a não participar.

O ex-presidente da República e ex-senador Fernando Collor deixou o evento acompanhado de Flávio Dino, agora ex-ministro da Justiça. No caminho para o estacionamento do Palácio do Planalto, Dino convidou Collor para participar da sua posse no STF no dia 22 de fevereiro.

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