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Mundo Presidente da Argentina, Javier Milei já visitou Donald Trump ao menos seis vezes

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Milei participou nessa quinta-feira (19) do primeiro encontro do Conselho de Paz de Gaza, criado por Trump, em Washington. (Foto: Reprodução)

O presidente argentino, Javier Milei, viajou para os EUA para participar de uma série de encontros com o presidente americano Donald Trump, em um momento em que o americano busca fortalecer laços com governos regionais e contrabalançar a influência da China, principal parceira comercial da Argentina.

Milei participou nessa quinta-feira (19) do primeiro encontro do Conselho de Paz de Gaza, criado por Trump, em Washington. A iniciativa é voltada à mediação de conflitos internacionais, como a guerra no Oriente Médio.

Pela América Latina, apenas Argentina e Paraguai integram o grupo – o Vaticano rejeitou participar. Em 7 de março, Milei também participará de uma cúpula em Miami com líderes alinhados à agenda da Casa Branca.

Nessa quinta, em um dia de tensão e greve geral na Argentina, o presidente Javier Milei apareceu em um vídeo que mostra clima descontraído, cantando a música “Burning love”, hit de Elvis Presley, aos risos com Viktor Orbán, premiê húngaro, e Gianni Infantino, presidente da Fifa. A cena ocorreu nos Estados Unidos, onde Milei participou da primeira reunião do Conselho da Paz criado por Donald Trump, em meio a protestos contra o projeto de reforma trabalhista na Argentina.

A música estava tocando no sistema de som do evento organizado por Trump. Milei, que estava ao lado de Orban, pegou o microfone para imitar Elvis abraçado ao premiê húngaro, com gestos de aprovação de Infantino.

Alvo de protestos no próprio país devido à proposta de reforma trabalhista que tenta aprovar no Congresso, Milei foi um dos líderes que se reuniu com o presidente dos EUA em Washington e foi elogiado por ele em seu discurso.

De acordo com a agência de notícias AFP, Milei ofereceu tropas argentinas para irem à Faixa de Gaza, ajudar no processo de paz, caso necessário.

Com essas reuniões, Milei somará sete encontros com Trump, igualando o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu. Ele também se tornará o presidente argentino que mais viajou aos EUA, com 15 visitas, reforçando um alinhamento que contrasta com o peso comercial da China.

Milei já classificou o comunismo como “uma doença da alma” e não esconde sua preferência pelos EUA. No entanto, segundo o Indec, órgão de estatísticas do país, a China consolidou-se como principal parceira comercial da Argentina. Em dezembro, as exportações chinesas somaram US$ 761 milhões (um crescimento de 125% em um ano) e as importações, US$ 1,5 bilhão. Brasil e EUA aparecem na sequência.

Apesar do discurso crítico, analistas apontam que a presença chinesa cresceu sob Milei, incluindo em setores estratégicos como lítio, energia e infraestrutura. Ao mesmo tempo, Argentina e EUA assinaram este mês um acordo que eliminou centenas de tarifas, após Trump conceder apoio financeiro de US$ 20 bilhões ao aliado argentino. Em janeiro, Milei afirmou priorizar a “aliança geopolítica” com os EUA, mas descartou a possibilidade de romper laços comerciais com a China.

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