Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 10 de fevereiro de 2026
Motta disse que o reajuste de salários de servidores do legislativo, que permite pagamentos acima do teto de R$ 46 mil, respeitou parâmetros do Judiciário
Foto: Bruno Spada/Câmara dos DeputadosO presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), defendeu nesta terça-feira (10) a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino que suspendeu o pagamento de “penduricalhos” ilegais no serviço público.
“Com a mesma coerência de quem defende a reforma administrativa, nós estamos aqui para dizer que a decisão do ministro Dino foi feliz; que nós vamos fazer essa discussão e esse debate, porque é isso que a sociedade nos cobra”, disse Motta durante participação remota em evento do banco BTG Pactual na capital paulista.
Motta afirmou que a decisão de Dino “traz luz” a um tema importante e que “o Brasil precisa colocar o dedo nessa ferida”.
O deputado ainda defendeu que o reajuste aos servidores da Casa, aprovado na semana passada, foi justo e seguiu parâmetros usados para atualizar salários do Judiciário e TCU (Tribunal de Contas da União). “Foi com essa coerência que nós aprovamos, e não esse trem da alegria que infelizmente foi passado de maneira errada para a sociedade. A Câmara teve critério, o projeto segue para a análise do presidente da República”, declarou.
O presidente da Câmara também disse ter a consciência tranquila, já que o aumento não implicou em aumento de despesas no orçamento. A mudança abre espaço para pagamentos acima do teto de R$ 46 mil. Algumas novas gratificações podem chegar a 100% na Câmara e no Senado.
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Como é engraçado que se defenda tanto a ética e a moral em ano eleitoral, considerando que muitos políticos que já possuem mandatos há anos, em momento anterior se colocaram contrários aos absurdos costumeiros praticados pelo nosso poder constituído. Há, inclusive, os demagogos que prometem salvar a nação sempre no próximo mandato, coisa que não fizeram nos anteriores em que estavam no poder… e se reelegem.