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Notícias Presidente da Câmara dos Deputados entrega documentos em sua defesa à imprensa

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A propina era repassada aos políticos "de maneira periódica e ordinária, e também de forma episódica e extraordinária, sobretudo em épocas de eleições ou de escolhas das lideranças", disse Janot (Foto: Juca arella/Folhapress)

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entregou à imprensa, na sexta-feira, quatro documentos para corroborar sua fala de rompimento com o governo. Além do documento sobre a fiscalização feita pela Receita Federal, ele apresentou a delação feita por Júlio Camargo, um Relatório de  Auditoria da Petrobras sobre a contratação do navio-sonda Titanum Explorer, Petrobras 10.000 e Vitória 10.000; e a cópia do inquérito 2123, que pesa contra ele e foi desarquivado recentemente.

Na quinta-feira, Cunha foi acusado pelo lobista Júlio Camargo de receber  5 milhões de dólares de propina. O deputado, que nega as acusações, criticou os procedimentos do juiz Sergio Moro, que tomou o depoimento de Camargo. Segundo Cunha, por ser um juiz de 1 grau, Moro não poderia ter colhido depoimentos contra alguém que tem foro privilegiado – a prerrogativa é do STF (Supremo Tribunal Federal). “Ele violou o procedimento de foro privilegiado. O juiz acha que o Supremo se mudou para Curitiba”, provocou. Segundo  ele, seus advogados ingressarão com uma reclamação no STF para que o processo seja transferido para o Supremo, e disse: “Ser denunciado não significa que é culpado”. Apesar das críticas feitas ao juiz, Cunha afirmou não acreditar que ele esteja sofrendo influência do governo, como diz estar acontecendo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

“É óbvio que Moro não está orquestrado com o governo. Não vou brigar com ele. Mas farei uma reclamação para que o caso vá para o Supremo. Ele fez o que não tinha competência para fazer”. Para Cunha,  Janot está seguindo orientações do governo porque quer ser reconduzido ao cargo – seu mandato acaba em setembro, e depende de indicação da presidenta Dilma Rousseff para ser reconduzido.

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