Domingo, 11 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
17°
Partly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

| Presidente da Câmara dos Deputados já avisou que pretende negar boa parte das ações exigindo o impeachment

Compartilhe esta notícia:

Defensores do afastamento apresentarão recursos questionando recusa de Cunha. (Foto: Nilson Bastian /Agência Câmara)

A Câmara dos Deputados deve começar a tratar formalmente do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff nesta semana, quando parlamentares de oposição apresentarão requerimentos ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que ele se posicione sobre os 13 pedidos de deposição.

Cunha já avisou que pretende negar, se não todas, boa parte das ações exigindo o impeachment. Com os demais, ele continuaria protelando. O roteiro dos defensores do afastamento é então apresentar recursos questionando uma das recusas de Cunha. Assim, o caso precisaria ser submetido ao plenário. Se for aprovado por maioria simples, o processo é deflagrado.

Os partidos PPS, Solidariedade, DEM e PSDB encomendaram estudos para embasar o rito desse processo. Provocarão Cunha com as chamadas questões de ordem. A partir delas, ele terá de informar como será a tramitação desses atos, bem como prazos para recursos e parlamentares autorizados a promovê-los. Se as questões de ordem forem submetidas na terça-feira, como é a intenção, o comando da Câmara deve demorar uma semana para apreciá-las.

As denúncias contra a presidenta começaram a entrar na Casa em fevereiro. Em geral, quando há falhas na documentação, como não ter firma reconhecida ou o denunciante não mostrar provas ou indicar onde encontrá-las, elas são encaminhadas para o arquivamento. Em julho, a cúpula da Câmara, porém, optou por notificar os autores de alguns pedidos solicitando que corrigissem os erros. A prática é considerada inusual.

Cunha já confidenciou a interlocutores que pretende seguir os passos do vice-presidente Michel Temer, quando este chefiava a Casa. Em 1999, ele indeferiu um pedido de impeachment contra o presidente Fernando Henrique Cardoso. À época, o então deputado petista José Dirceu, atualmente preso pela Operação Lava-Jato, apresentou um recurso contra o arquivamento, que foi derrotado no plenário por 342 votos, contra 100 a favor da abertura do processo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de |

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Os 11 principais colaboradores da Operação Lava-Jato permaneceram, em média, três meses na cadeia até virarem delatores
Tribunal se divide sobre impeachment de Dilma
Pode te interessar