Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de agosto de 2015
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pediu nessa segunda-feira ao STF (Supremo Tribunal Federal) um prazo maior, de 30 dias, para responder às acusações de corrupção e lavagem de dinheiro nas investigações da Operação Lava-Jato. A decisão caberá ao ministro Teori Zavascki, relator do caso no Supremo.
Na semana passada, o deputado foi notificado sobre a denúncia apresentada contra ele pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e, pelas regras do STF, teria 15 dias, que serão completados no dia 9 deste mês, para se manifestar sobre o caso.
Cunha é acusado de ter recebido, de junho de 2006 a outubro de 2012, pelo menos 5 milhões de dólares para viabilizar a contratação de dois navios-sonda para a Petrobras. Ele nega ter recebido o dinheiro.
No pedido para estender o prazo, a defesa argumentou que, para responder às acusações, precisa de acesso a documentos e vídeos que embasaram a denúncia ainda não disponibilizados.
Os advogados querem acesso a todos os acordos de colaboração firmados pelo empresário Julio Camargo – que citou o deputado como beneficiário de propina – bem como sua acareação com Paulo Roberto Costa – acusado de desviar recursos da estatal.
A defesa fez o mesmo pedido em relação às delações do doleiro Alberto Youssef – apontado como operador de propinas – e de Paulo Roberto Costa, na medida em que também foram utilizados pela Procuradoria Geral da República como fundamento para a formulação da denúncia.
Não há prazo máximo nem previsão para o ministro Zavascki levar a denúncia ao plenário para decisão sobre abertura ou não do processo penal. Depois da abertura da ação, acusação e defesa poderão pedir depoimentos de testemunhas e juntar novas provas ao processo. (AG)
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