Quinta-feira, 08 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de janeiro de 2016
Após abrir o processo de impeachment e articular o enfraquecimento da candidatura governista para a liderança do PMDB, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mantém sob sigilo seus planos para o governo em 2016. Mas um item de sua ofensiva contra o Palácio do Planalto já está definido: criar a CPI do Carf (Conselho Administrativo de Recursos).
O pressuposto é investigar denúncias de fraudes cometidas por bancos e grandes empresas contra a Receita Federal, por meio de pagamentos de propinas para manipular resultados dos julgamentos, pelo Carf, de casos de sonegação fiscal.
O autor do requerimento de criação da CPI, João Carlos Bacelar (PR-BA), ficará com um dos postos de comando da comissão (presidência ou relatoria) e outro cargo ainda será negociado em fevereiro, após o fim do recesso parlamentar. “Acho que a relatoria é um trabalho mais técnico, então me aprofundei no tema”, frisou Cunha, investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de corrupção.
De acordo com Bacelar, a prioridade da CPI são os sistemas financeiro e automotivo. Os planos incluem a convocação de executivos de bancos e montadoras para prestarem depoimento. O envolvimento de políticos, no entanto, deve ficar de fora do alvo. (Folhapress)