Terça-feira, 26 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Presidente da CPMI que investiga os atos extremistas de 8 de janeiro impõe restrições à imprensa

Compartilhe esta notícia:

Arthur Maia (D) impôs um credenciamento específico para jornalistas acompanharem a CPMI

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Arthur Maia (D) impôs um credenciamento específico para jornalistas acompanharem a CPMI. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O presidente da CPMI (comissão parlamentar mista de inquérito) que investiga os atos extremistas de 8 de janeiro, deputado federal Arthur Maia (União Brasil-BA), editou um ato que determina uma série de restrições ao trabalho dos profissionais da imprensa.

Maia impôs um credenciamento específico para jornalistas acompanharem a CPMI. O Senado e a Câmara dos Deputados já têm um credenciamento para jornalistas trabalharem nas Casas Legislativas, mas o ato, editado na segunda-feira (28), define um novo credenciamento para os jornalistas e fotógrafos.

Maia proibiu que jornalistas credenciados “interfiram” nos trabalhos da CPMI, que façam a captura de imagens de conteúdo privado de integrantes da comissão sem autorização e que divulguem informações privadas ou confidenciais da CPMI sem autorização.

O deputado ainda determinou que qualquer violação das novas regras sujeita o profissional a sanções, além de responsabilização civil e penal. “Embora o direito à liberdade de expressão e seu corolário – consubstanciado na liberdade de imprensa – consistam em pilares do Estado Democrático de Direito, não há direito absoluto no ordenamento jurídico pátrio, de maneira que tal previsão deve ser sopesada com os direitos próprios da personalidade, como o direito à intimidade e proteção da vida privada”, argumentou o parlamentar no ato.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) divulgaram uma nota na qual classificam como censura à imprensa as restrições impostas pelo presidente da CPMI.

“Não cabe a uma autoridade do colegiado definir qual jornalista ou fotógrafo pode ou não cobrir uma sessão de uma comissão do Congresso Nacional, ou o que pode ou não reportar à sociedade, por isso, apelamos para que as decisões sejam revistas. Os profissionais de imprensa não podem ficar à mercê da discricionariedade do presidente da CPMI ou de qualquer outra autoridade de colegiado do Legislativo, sob pena de se fazer avançar o cerceamento ao trabalho dos jornalistas dentro do Congresso Nacional”, diz a nota.

Na semana passada, o repórter fotográfico da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) Lula Marques foi impedido de acessar as sessões da CPMI por decisão de Maia, após o profissional divulgar fotos de uma conversa de um senador integrante da comissão em um aplicativo de celular.

O presidente da EBC, Hélio Doyle, afirmou, em nota, que a decisão viola o livre exercício da profissão e a liberdade de imprensa, além de ser autoritária e injustificável. Ele pediu que a medida seja revista. “Essa decisão, que viola o livre exercício da profissão e a liberdade de imprensa, é autoritária e injustificável. Por isso, peço ao presidente da CPMI, deputado Arthur Maia, que reconsidere o descredenciamento do profissional, para que não haja qualquer restrição ao exercício de sua atividade. Informo que, caso a decisão não seja revista, a empresa não irá designar outro profissional para a cobertura fotográfica da CPMI.”

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

8 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Harley Davison
29 de agosto de 2023 10:54

É a censura… Nua e crua… Daqui a pouco teremos censores oficiais intervindo nas conversas de porta de boteco.

Fernando Krause
29 de agosto de 2023 14:29

Misturando alhos com bugalhos ???

Marcelo Neuri Haag
29 de agosto de 2023 12:54

Não entendi: o que isso tem a ver com o tema do artigo, que é a censura à imprensa?

Adroaldo Mousquer
29 de agosto de 2023 11:04

Cadê os robozinhos para tentarem nos incutir que nada aconteceu? Que um bando de baderneiros golpistas não ocuparam Brasília a mando do derrotado?

Marcelo Neuri Haag
29 de agosto de 2023 12:53

Inadmissível essa restrição à imprensa!

Marly Dias
29 de agosto de 2023 14:21

Essa pandemia destruiu as nossas finanças,
e agora tem a inflação. Muitas pessoas
colocam comida na mesa, mas nao conseguem pagar as contas!
Vou deixar o link aqui à baixo
que está me ajudando financeiramente e
Espero que ajude à vcs tbm!

http://mon.net.br/1zecst

Jorge Souza
29 de agosto de 2023 20:34

SÓ PRA REFRESCAR SUA MEMÓRIA, O DEPUTADO ARTHUR MAIA, É DO UNIÃO BRASIL, ANTIGO DEM E PSL, VOTOU A FAVOR DO IMPEACHMENT DA EX PRESIDENTA DILMA, E DECLAROU APOIO AO EX PRESIDENTE BOLSONARO NA ÚLTIMA ELEIÇÃO

Vinícius Borella
29 de agosto de 2023 16:55

Mais uma pra série “imagina se fosse o Bolsonaro?”. Mas como é no governo do amor, é só cair o PIX que a mídia aceita quietinha esse tipo de coisa.

Projeto concede auxílio-aluguel às mulheres vítimas de violência doméstica em Porto Alegre
Entenda o que são os fundos exclusivos que o governo federal vai tributar
Pode te interessar
8
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x