Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de outubro de 2021
O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, disse que não se sente pressionado pelos aumentos nos preços dos combustíveis. Na quinta-feira (28), a estatal divulgou lucro líquido de R$ 31,1 bilhões no terceiro trimestre. Nesta sexta-feira (29), em meio a pressões e ameaças de greve de caminhoneiros, os estados anunciaram que vão congelar o ICMS que incide sobre os preços cobrados nos postos, numa tentativa de amenizar os repasses para os consumidores das altas da Petrobras nas refinarias.
Em coletiva de imprensa virtual, o presidente da estatal lembrou que “tudo que impacta a sociedade, impacta a empresa”. Voltou a falar que o acionista majoritário, o governo federal, recebe os dividendos e decide como empregar esses recursos em políticas públicas. Após antecipar R$ 63,4 bi em dividendos, a estatal prevê pagamento ainda maior a acionistas no 4º trimestre.
“Participamos de algumas conversas na forma de como o Congresso e o governo podem encontrar soluções para apoiar os mais necessitados com o recursos que entregamos. O congresso e o governo estão estudando soluções que vão desde o colchão para amortecer esses preços, o vale-gás, o vale-caminhoneiro”, disse.
E complementou: “A Petrobras está atenta a isso. No sentido de se sentir pressionado, não. Mas eu recebo todos esses impactos e vejo como a Petrobras pode ser mais sensível ao que está acontecendo”, afirmou Luna.
O executivo, que disse que a empresa não persegue lucro por lucro, voltou a falar que a Petrobras “não controla” os preços do petróleo, que foram afetados pelo efeito da pandemia. Afirmou ainda que existem no Brasil leis que estabelecem como a Petrobras deve atuar.
“Como gestores públicos, não podemos atuar fora da lei. As maiores contribuições que a empresa pode dar à sociedade são os pagamentos de tributos e dividendos. Devolvemos o lucro da empresa à sociedade por meio de dividendos.”
Para ele, “existe um grande desconhecimento por parte da sociedade” sobre o que Petrobras pode e não pode fazer por limitações legais.
“Somos sensíveis a tudo particularmente com relação às famílias mais carentes. Sofremos quando temos que informar o aumento dos preços de um combustível ou outro. E só fazemos isso no limite da necessidade para evitar o desabastecimento, já que temos uma grande importação de derivados”, afirmou o presidente da estatal.
E concluiu: “Não estamos insensíveis a isso. No entanto, não podemos fazer políticas públicas. Temos responsabilidade social e somos sensíveis sim a tudo isso, mas temos que cumprir a lei.” As informações são do jornal O Globo.
Os comentários estão desativados.