Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 15 de setembro de 2015
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini disse, nesta terça-feira (15), em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) que a instituição mantém o objetivo de trazer a inflação para 4,5% ao fim de 2016.
“A melhor maneira de proteger os salários é manter a meta de 4,5% para 2016, que é o nosso compromisso. Níveis elevados de inflação desorganizam a economia e corroem o poder de compra dos trabalhadores. Além disso, a convergência da inflação para a meta melhora o ambiente macroeconômico”, completou.
De acordo com Tombini, a inflação acumulada dos últimos 12 meses atingiu seu pico no atual trimestre e em 2016 não haverá mais influência sobre a inflação dos expressivos reajustes feitos neste ano nos chamados preços regulados, como energia elétrica e combustíveis.
“Só a energia subiu quase 50% em 2015, uma correção que teve efeito inflacionário, mas, por outro lado, reduziu incertezas no setor”, afirmou o ministro, garantindo que o país continuará apostando no tripé formado por câmbio flutuante, disciplina fiscal e sistema de metas para a inflação para superar a crise.
O presidente do BC admitiu que a taxa de juros em vigor atualmente é elevada, mas disse que se trata de uma “taxa de passagem”, adotada para cumprir o ajuste macroeconômico e, portanto, não servindo de parâmetro para um horizonte de médio e longo prazos.
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