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Economia Presidente do Banco Central fala sobre reunião com Lula e faz comparação com Bolsonaro

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Movimento pode ser observado a partir de 2020, segundo ele. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, falou sobre sua reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada. Ele também fez uma comparação entre a conversa com o mandatário petista e as reuniões que costumava ter com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As declarações foram feitas durante entrevista no programa “Conversa com Bial”, da TV Globo, que foi ao ar na madrugada dessa terça-feira (3).

O encontro da semana passada, que durou 1 hora e meia, marcou o primeiro diálogo de Campos Neto com Lula neste ano, após uma série de críticas feitas pelo presidente e seus aliados à política monetária do BC.

“O Lula gasta mais tempo prestando atenção no que você fala. Ele dedica mais tempo, tem mais paciência para as conversas. Bolsonaro era mais rápido. Eu sempre sabia que quando tinha uma conversa com Bolsonaro, eu tinha três minutos para falar alguma coisa. Depois dos três minutos ficaria mais difícil, porque ele ficava mais disperso”, afirmou ao ser questionado sobre com quem ele teve maior facilidade de conversar.

Em seguida, Campos Neto esclareceu que não tinha uma proximidade tão grande com Bolsonaro, mas que o ex-presidente dava “toda liberdade” e não interferia na autonomia da instituição.

“Bolsonaro sempre me deu toda liberdade, nunca tive nenhum problema. Nunca ligou pra reclamar de nada. Nunca interferiu em nada, zero. A gente, às vezes, escuta muito ‘ah, presidente autoritário’. Eu não era tão próximo, mas no que tangia ao meu trabalho, eu sempre tive liberdade total”, completou.

Eleições

Na mesma entrevista, o executivo disse se arrepender de ter usado uma camisa da Seleção Brasileira ao ir votar nas eleições de 2022.

“O voto é uma coisa muito privada. Era uma escola na frente da minha casa, que eu fui só com meu filho. Era uma coisa mais do mundo privado do que do mundo público. Obviamente, hoje, pensando, eu não teria feito isso, né? Pensando em hoje”, justificou.

O apresentador Pedro Bial reforçou a pergunta, e Campos Neto disse que não parou para pensar no fato de ter ido com uma camisa amarela para a zona eleitoral. A cor era usada pelos apoiadores de Bolsonaro.

Campos Neto assumiu a presidência do Banco Central em 2019, e dois anos após sua posse, a autonomia da instituição foi oficialmente regulamentada. Ele continuará no cargo até 31 de dezembro de 2024.

tags: em foco

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