Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Presidente do Banco Central relativiza crítica de Lula, mas reforça defesa à independência do banco

Compartilhe esta notícia:

Campos Neto também comentou sobre possíveis mudanças no sistema de meta de inflação. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, relativizou críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à independência formal da autoridade monetária, mas reforçou sua defesa à autonomia do órgão e se comprometeu a ficar no cargo até o fim do mandato.

Em seminário promovido pela UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles), Campos Neto disse que a formalização da autonomia do BC por meio de uma lei ajudou a reduzir a volatilidade dos mercados no Brasil e mostrou resiliência.

Ele argumentou que informações são retiradas de contexto em algumas entrevistas e colocou as declarações de Lula em perspectiva.

“Se você olha a entrevista, de um lado, ele se orgulha por (Henrique) Meirelles ter tido independência. De outro lado, o que acho que ele quis dizer foi ‘eu não acho que precisamos ter a independência na lei, pode ter a independência sem a lei e fazer as coisas funcionarem’”, disse.

“Mas quando você pensa no que está acontecendo no Brasil e quão difícil foi o processo da eleição no Brasil, acho que o mercado estaria bem mais volátil se o Banco Central não tivesse a autonomia na lei, seria outro elemento de incerteza”.

Henrique Meirelles presidiu o BC nos dois primeiros governos de Lula (2003-2011).

Os comentários de Campos Neto foram feitos um dia depois de Lula ter posto em dúvida, em entrevista, a vantagem de um Banco Central autônomo e questionado se os níveis das metas atuais de inflação não são baixos demais.

Em discurso público, Lula voltou a abordar a política monetária, questionando o porquê de a taxa básica de juros estar no nível que está – Lula citou erroneamente uma taxa de 13,5%, quando a Selic já está em 13,75%.

O mandato de Campos Neto na presidência do Banco Central vai até o fim de 2024.

Na apresentação da última quinta, ao justificar a elevação mais forte das taxas de juros no Brasil após a pandemia, o presidente do BC afirmou que o país tem uma memória viva da inflação. Também afirmou que os cortes de impostos no ano passado tiveram impacto relevante e que, sem eles, o índice de preços estaria agora em 9%, não em 5,5%.

Campos Neto ainda condenou os ataques registrados em Brasília no dia 8 de janeiro deste ano e disse que os atos impactam a credibilidade do Brasil.

“Brasil está passando por momentos difíceis ultimamente, vimos o que aconteceu no dia 8. Nós condenamos fortemente, é inaceitável, espero que sejamos capazes de investigar e punir as pessoas responsáveis por isso. Acho que é um dano para a credibilidade do país e precisamos de credibilidade agora para voltar a crescer em ritmo sustentável”, afirmou.

Ele também afirmou que o Banco Central vai abrir o protocolo de criação do Pix a quem tiver interesse para que haja um caminho aberto que permita a existência do sistema no exterior.

Segundo ele, o BC já teve conversas sobre o tema com Uruguai, Colômbia, Peru, Equador, Canadá e Estados Unidos.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Bolsonaristas se articulam pela presidência do Senado
Bolsonaro diz que Michelle usava cartão de amiga por não possuir “limites de créditos disponíveis”
Pode te interessar