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Mundo Presidente do Egito é chamado de assassino em encontro com Merkel

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Mulher muçulmana protesta durante a entrevista coletiva do presidente do Egito. (Foto: Bernd von Jutrczenka/AFP)

Um protesto e uma saia justa sobre a pena de morte marcaram o encontro em Berlim entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente do Egito, Abdel-Fattah al-Sisi, nessa quarta-feira.

Uma manifestante muçulmana que estava atrás dos jornalistas interrompeu a coletiva, chamando-o de “assassino”. Em seguida, a anfitriã Merkel disse que a Alemanha se opõe à pena capital e considerou que “sob nenhuma circunstância, embora diga respeito a atividades terroristas, uma pessoa deve ser condenada à morte”.

Apesar das divergências, os dois concordaram com a necessidade de combater a expansão do terrorismo no Oriente Médio. Os dois países também assinaram acordos comerciais nos setores de energias renováveis e petróleo.

A visita acontece dias após a Justiça egípcia condenar à morte o presidente islamita Mohammed Mursi, deposto em 2013 por militares comandados por Sisi, que conduz uma repressão contra os aliados do ex-mandatário e a Irmandade Muçulmana.

A vinda de Sisi a Berlim foi criticada por meios de comunicação na Alemanha, em razão da repressão aos opositores e ao apoio do Egito a regimes árabes como o da Arábia Saudita e o do Qatar, também considerados repressivos. (Folhapress)

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