Sábado, 20 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de abril de 2016
O presidente do Peru, Ollanta Humala, prestou depoimento na segunda-feira ao MP (Ministério Público) do país sobre seu suposto vínculo com o escândalo de corrupção revelado pela Operação Lava-Jato no Brasil e anotações nas agendas de sua esposa, Nadine Heredia, que poderiam configurar lavagem de dinheiro.
Humala foi interrogado no palácio de governo por mais de 12 horas. O MP peruano investiga anotações de Heredia, que atualmente preside o Partido Nacionalista, e supostas contribuições financeiras para o governo.
Uma comissão parlamentar também está investigando o caso e decidiu pela quebra do sigilo bancário de 432 pessoas físicas e jurídicas, entre elas Nadine, os ex-presidentes Alan García e Alejandro Toledo e o ex-ministro e candidato presidencial Pedro Pablo Kuczynski. Em março, a esposa de Humala declarou à comissão investigadora do Congresso que acompanhou o presidente em reuniões com empresários quando ele era candidato, “mas isso não significou nenhum tipo de contribuição econômica nem alguma especificação sobre projetos”. Nadine reiterou que acompanhou Humala nas reuniões com empresários de diversas nacionalidades, anotadas em suas agendas, durante a campanha eleitoral, antes de sua chegada ao poder em julho de 2011. (Efe)
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