Terça-feira, 25 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 1 de setembro de 2015
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi ouvido na segunda-feira pela PF (Polícia Federal) na sede da superintendência do órgão, no Distrito Federal. O depoimento durou uma hora e meia e, segundo o advogado do senador, Eugênio Pacelli, todas as perguntas dos policiais federais foram respondidas.
A oitiva se refere ao inquérito que investiga as suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, dentro da Operação Lava-Jato. Esse inquérito é o maior dentre os 24 procedimentos abertos em março pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar autoridades com foro privilegiado.
Ao todo, 39 políticos são investigados, entre pessoas com e sem foro privilegiado. Os fatos estão conectados e, por isso, todos são investigados em um único inquérito.
O crime de formação de quadrilha é o cerne do inquérito, que conta com 31 parlamentares e ex-parlamentares do PP, suspeitos de receber propina do esquema de desvios da Petrobras, e com quatro senadores da cúpula do PMDB no Senado, entre eles Calheiros. Os peemedebistas são suspeitos de agir no Senado para garantir apoio ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, em troca de uma partilha do dinheiro desviado dos contratos da diretoria de Abastecimento. Ainda é investigado o ex-secretário nacional de Finanças do PT, João Vaccari Neto, preso em Curitiba. (AG)
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