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Brasil Presidente do Senado pediu verba para campanha do filho em Alagoas, diz dono da construtora UTC

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O pedido de Calheiros teria ocorrido em um jantar em um hotel em São Paulo (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

Em um dos seis inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) que apuram seu envolvimento com a Operação Lava-Jato, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é investigado por ter solicitado ao dono da UTC, Ricardo Pessoa, 1,5 milhão de reais. O dinheiro seria para financiar a campanha política de seu filho, Renan Filho, ao governo de Alagoas. As doações foram repassadas ao diretório do PMDB no Estado.

O senador teria pedido a verba ao empresário em razão da contratação do consórcio para execução da obra da usina nuclear Angra 3. O caso foi apontado por Pessoa em delação premiada. Pela contratação, disse o delator, a empreiteira deveria pagar 30 milhões de reais ao PMDB. Desse total, 3 milhões de reais foram divididos entre o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o presidente do Senado, para financiar as campanhas dos filhos dos dois senadores. As informações de Pessoa “podem consubstanciar os delitos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro”. Calheiros nega envolvimento com o esquema de corrupção.

O pedido do presidente do Senado teria ocorrido em um jantar no Hotel Emiliano, em São Paulo, de acordo com o empreiteiro. Pessoa entendeu que a demanda fazia parte da solicitação de 30 milhões de reais feita pelo senador Edison Lobão (PMDB-MA), que comandava o Ministério de Minas e Energia, para financiar o PMDB nas eleições de 2014.

A PF (Polícia Federal) diz que há suspeita de que doações eleitorais também mascararam desvios na Eletronuclear. “Há indicativos de que tais contribuições tratam-se, em verdade, de vantagens indevidas solicitadas por integrantes da alta cúpula de partidos políticos em razão de mero fechamento de contrato com diretoria cujo cargo é ocupado por pessoa supostamente indicada pelo referido partido”, diz a PF. O inquérito concentra as afirmações de Pessoa sobre supostas irregularidades no setor elétrico, caso derivado da Lava-Jato. (Folhapress)

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