Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 8 de outubro de 2026
Trump tem defendido a adoção da nova expressão para se referir à tecnologia
Foto: Daniel Torok/The White HouseO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (8) que tratará como “inimigo” qualquer pessoa que use o termo “inteligência artificial” em vez de “superinteligência”. Trump tem defendido a adoção da nova expressão para se referir à tecnologia.
“A Casa Branca considera um INIMIGO qualquer pessoa que utilize o termo ‘inteligência artificial’ em vez do novo termo, muito bem aceito e mais preciso, de ‘superinteligência'”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.
O presidente não detalhou como a ameaça seria colocada em prática e quais consequências poderiam atingir quem continuar usando a expressão “inteligência artificial”.
Trump já havia antecipado a mudança de nome em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, afirmando que “soava muito melhor”. Pouco depois, assinou um decreto para impor a nova terminologia aos órgãos governamentais.
Essa obrigação não se estende ao setor privado, embora a Meta, empresa de Mark Zuckerberg, já a tenha utilizado em comunicações internas, e Elon Musk, CEO da Tesla e aliado de Donald Trump, empregue o termo “superinteligência” em suas mensagens no X.
Firme defensor dessa nova tecnologia, Trump busca atribuir a ela uma conotação positiva diante da crescente preocupação dos americanos com sua segurança, somada a numerosas mobilizações locais contra a construção de centros de dados.
Força-tarefa de IA tem integrantes ligados ao setor
A força-tarefa de inteligência artificial criada por Trump reúne integrantes com vínculos financeiros e profissionais com o setor. Uma análise da Bloomberg Government identificou ao menos cinco membros nessa situação, incluindo três dos quatro principais responsáveis pelo grupo, o que levantou questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.
Entre os principais nomes está Jay Clayton, diretor de Inteligência Nacional e líder da chamada Força de Superinteligência. Antes de integrar o governo, ele foi presidente do conselho e principal diretor independente da Apollo Global Management, empresa que investiu em data centers, além de ter representado clientes como Reid Hoffman e SoftBank quando era advogado.
Scott Kupor, diretor do Escritório de Gestão de Pessoal, foi sócio-gerente da Andreessen Horowitz, uma das empresas de capital de risco mais ativas em investimentos em inteligência artificial. Emil Michael, subsecretário de Guerra para Pesquisa e Engenharia, foi executivo da Uber e vendeu investimentos em empresas de IA, incluindo a xAI e a Perplexity AI, ao assumir o cargo no governo.
A Casa Branca defende que a experiência dos integrantes no setor privado é uma vantagem diante da complexidade e da velocidade de desenvolvimento da tecnologia e rejeita a existência de conflitos de interesse.
Críticos, porém, questionam a composição do grupo e afirmam que ele reúne empresários e investidores em vez de especialistas técnicos. Entre os possíveis membros externos estão ainda o investidor David Sacks e a ex-secretária de Estado Condoleezza Rice, que integra o conselho da empresa de IA C3 AI.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Ah, vai tomá…