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Mundo Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden anuncia no mês que vem a equipe para tratar de mudanças no clima

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“Pela primeira vez na história, teremos um enviado presidencial para o clima”, disse Biden, se referindo ao ex-secretário de Estado John Kerry. (Foto: Reprodução/Instagram)

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu nesta terça-feira (24) que anunciará em dezembro suas escolhas para a equipe que elaborará as políticas relacionadas às mudanças climáticas em sua futura administração.

“Pela primeira vez na história dos EUA terão um líder climático atuando em tempo integral no cargo. Pela primeira vez, haverá um diretor no Conselho Nacional de Segurança que se certificará de que a mudança climática esteja na agenda na Sala de Situação”, disse Biden, em discurso no qual apresentou os seis primeiros indicados para seu gabinete, em cargos na área de política externa e segurança nacional.

“Pela primeira vez na história, teremos um enviado presidencial para o clima”, continuou, se referindo ao ex-secretário de Estado John Kerry.

“Ele trabalhará com um coordenador e com uma equipe de elaboração de políticas na Casa Branca, que serão anunciados em dezembro.

Biden disse que essa equipe, junto com Kerry, será responsável por liderar o combate às mudanças climáticas e mobilizar ações contra “as ameaças existenciais que enfrentamos”.

“Deixem eu ser claro: eu não estou minimizando as dificuldades para atingir meus compromissos com o combate às mudanças climáticas. Mas ao mesmo tempo, ninguém deve minimizar minha determinação de fazer isso”, continuou o democrata.

Brasil

Ao longo da campanha presidencial, o Brasil foi citado por Joe Biden como um país que inspira preocupações na seara ambiental. No primeiro debate com o atual presidente americano Donald Trump, Biden chegou a cogitar sanções econômicas caso o Brasil não “pare de destruir a floresta”.

O presidente eleito, então candidato, cogitou a criação de um fundo de US$ 20 bilhões para ajuda ao Brasil.

“As florestas tropicais do Brasil estão sendo destruídas. Mais carbono é absorvido naquela floresta do que é emitido pelos Estados Unidos. Vou garantir que vários países se juntem e digam (ao Brasil): aqui estão 20 bilhões de dólares. Parem de destruir a floresta. E se vocês (Brasil) não pararem (de destruir a floresta), então vocês sofrerão significativas consequências econômicas”, disse o democrata.

A fala de Joe Biden provocou reações do governo brasileiro. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ironizou a ideia do democrata. “Só uma pergunta: a ajuda dos USD 20 Bi do Biden, é por ano?”, escreveu Salles em sua conta no Twitter.

O assunto foi retomado no início do mês pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que criticou Biden e chegou a dizer que “tem que ter pólvora”.

“Assistimos há pouco um grande candidato à chefia de Estado dizer que se eu não apagar o fogo da Amazônia levanta barreiras comerciais contra o Brasil. E como nós podemos fazer frente a tudo isso? Apenas a diplomacia não dá, né Ernesto?”, disse, citando o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

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