Sábado, 10 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de maio de 2017
A trama se complica em Brasília. Para Michel Temer e, também, seus algozes, os irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da JBS, uma das maiores indústrias de alimentos do mundo. As gravações já conhecidas seriam provas de menor peso entre a documentação coletada pela polícia e por procuradores nas últimas cinco semanas, desde que os irmãos Batista começaram a confessar crimes e cúmplices em PMDB, PT e PSDB, entre outros partidos. Há muito mais, a ser divulgado em breve.
Temer virou um personagem singular na História brasileira: é o primeiro presidente que, no cargo, enfrenta uma investigação por corrupção, organização criminosa e obstrução de Justiça. Ele procura uma pinguela jurídica que lhe permita ganhar tempo para tentar recompor a base política, em rápida desintegração.
Sexta à noite pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) o bloqueio da investigação. Alegou ilegalidades nas provas, em especial na gravação que o incrimina, produzida pelo bilionário Joesley Batista no último 7 de março, em conversa no porão da residência do Jaburu. O juiz Luís Roberto Barroso negou. No sábado, retomou a ofensiva. Solicitou ao juiz Edson Fachin a suspensão do inquérito para perícia no grampo. Apostou alto, até porque nova recusa do STF seria interpretada quase como uma sentença.
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