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Política Presidente nacional do PSD diz que Eduardo Bolsonaro errou e ajudou Lula, mas a megaoperação policial no Rio devolveu vantagem à oposição

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Presidente do PSD disse que seu partido deve ter nome independente dos bolsonaristas. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, criticou as ações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos contra o Brasil. Para Kassab, essas iniciativas acabaram tendo um efeito contrário ao pretendido e, na prática, ajudaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reforçar seu discurso político. Nessa quarta-feira (19), ele voltou a declarar que o PSD mantém a intenção de apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, caso o chefe do Executivo paulista decida se candidatar à Presidência da República.

Segundo Kassab, Lula só deixaria de concorrer à reeleição se estivesse em uma posição “muito desvantajosa”. Ele afirmou que, há cerca de três meses, o cenário para o presidente era considerado “difícil”, mas que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump acabou oferecendo ao petista uma oportunidade inesperada para reforçar discursos relacionados à defesa da soberania nacional e à proteção dos interesses brasileiros.

“O presidente Trump tem uma política comercial global pra todos os países, mas na hora que ele se referiu ao Brasil e politizou um pouco. O Eduardo Bolsonaro errou, colocou fermento no discurso do presidente (Donald) Trump. Ele deu ao Lula o discurso que ele precisava naquele momento”, disse Kassab a uma plateia formada por executivos e investidores estrangeiros, durante evento promovido pelo Bradesco BBI em Nova York, nos Estados Unidos. Em seguida, o dirigente afirmou: “Lula se recuperou e ficou numa posição até de vantagem”.

No entanto, Kassab ponderou que o contexto voltou a mudar nas semanas seguintes. Segundo ele, o tema da segurança pública ganhou centralidade após a megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro, alterando novamente o ambiente político. “O PT e o próprio presidente Lula têm muita dificuldade com o tema. Aí, a gangorra mudou de novo e hoje eu tenho a impressão que o cenário é muito mais favorável para a gente”, afirmou, ao analisar o impacto que a segurança deverá ter no debate eleitoral de 2026.

Para o presidente do PSD, a questão da segurança é hoje a principal “prioridade” e “agonia” da sociedade brasileira, devendo ocupar espaço central na disputa presidencial. Kassab comentou ainda que “há dois anos” não anda nas ruas, em razão da percepção de insegurança no País, reforçando o peso que considera que o tema terá no pleito.

Ainda sobre o tarifaço de Washington contra o Brasil, Kassab afirmou que o presidente Trump entendeu, posteriormente, que sua decisão não estava punindo Lula, mas sim oferecendo ao petista uma narrativa favorável, já que a taxação acabou melhorando a avaliação do governo brasileiro. Além disso, acrescentou que o republicano percebeu que a medida poderia aproximar ainda mais o Brasil da China, algo que, segundo Kassab, “é o sonho do Lula”. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

 

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