Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Presidente do Senado rebate o Supremo e diz que só pode convocar o suplente do senador afastado Aécio Neves após 120 dias

Compartilhe esta notícia:

O senador chegou a ficar mais de 40 dias afastado das atividades parlamentares no primeiro semestre por determinação do STF. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), rebateu a afirmação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello e voltou a afirmar que a Casa não está descumprindo a decisão de afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O peemedebista afirmou que o regimento interno do Senado prevê a convocação de suplente após 120 dias de vacância do cargo.

Na terça-feira (14), Marco Aurélio, relator da investigação contra Aécio, afirmou que a consequência natural da decisão de afastar o tucano seria o Senado convocar o suplente para ocupar a vaga deixada pelo tucano. Eunício contou que procurou o relator original da decisão, ministro Edson Fachin, para conversar sobre o assunto. Fachin, no entanto, disse que o caso deveria ser tratado agora com Marco Aurélio, que herdou o inquérito aberto contra Aécio com base na delação dos empresários do Grupo J&F. O presidente do Senado deve pedir em breve uma reunião com Marco Aurélio para discutir a questão, mas afirmou que, por ora, não “há nada marcado”.

Aécio foi afastado do cargo de senador no dia 18 de maio, após a deflagração da Operação Patmos. O pedido foi feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e acatado por Fachin. Depois disso, o processo foi redistribuído a Marco Aurélio. A PGR também pede a prisão do senador tucano.

Aécio é acusado dos crimes de corrupção e obstrução de Justiça. Ele foi gravado pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, pedindo propina e falando em medidas para barrar o avanço da Operação Lava-Jato.

Eunício de Oliveira. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Prisão

A decisão da primeira turma do Supremo de manter na prisão a irmã de Aécio despertou forte temor em integrantes do PSDB sobre o desfecho do pedido de prisão do próprio tucano, que será apreciado pelo mesmo grupo de ministros na próxima semana. A avaliação é que o veredito sobre Andrea Neves é, no mínimo, um mau presságio para Aécio. Ao longo da terça-feira, membros da sigla no Congresso conjecturaram sobre como agir na hipótese de o STF encarcerar o senador.

Juristas dizem que seria difícil, porém, justificar uma prisão de Aécio. Ainda que ele tenha sido afastado do mandato, preserva as prerrogativas do cargo de senador. Nesse cenário, o STF teria que inovar o entendimento sobre flagrante para dar base legal à decisão. (AE)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Nova diretoria do Instituto de Estudos Empresariais toma posse no dia 26 de junho
Galeria de fotos do primeiro dia de Fórum
Pode te interessar