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Esporte Presidentes do Chile e da Conmebol vão se reunir para discutir a final da Libertadores entre Flamengo e River

Estádio Nacional de Santiago, marcado para receber final entre Flamengo e River. (Foto: Reprodução)

Ajelandro Domíngues, presidente da Conmebol, e Sebástian Piñera, presidente do Chile, vão se reunir na próxima semana para tratar da final da Copa Libertadores. A decisão está marcada para o dia 23 de novembro, no Estádio Nacional, em Santiago, capital chilena.

“A reunião entre o presidente do Chile e as autoridades faz parte dos preparativos para a realização da final única da Libertadores, assim como está sendo feito até agora”, publicou a conta oficial da Confederação no Twitter.

Assim como todo o território chileno, Santiago, palco da decisão entre Flamengo e River Plate, está sob tensão. Nesta terça-feira (29), a cidade voltou a receber protestos contra o governo vigente no país.

Também nesta terça-feira, Sebastián Moreno, presidente da ANFP, que comanda o futebol no Chile, anunciou a suspensão dos campeonatos até pelo menos o próximo fim de semana. O mandatário declarou que a finalíssima no Estádio Nacional está mantida, mas completou: “Temos que levar em conta a realidade nacional. Há um compromisso de que se jogue a final no Chile. Mas tem que ser realista. Todos esperamos a normalização. Mas insisto: há uma realidade nacional que é mais importante que o futebol nesse momento”.

Protestos no Chile

Uma imagem da maior manifestação desde a redemocratização no Chile, que levou 1,2 milhão de pessoas ao centro de Santiago, na última sexta-feira, se tornou viral nas redes sociais e marcou os protestos que tomam as ruas do país há mais de uma semana.

Nela, um homem no topo de uma estátua no centro da capital chilena empunha uma bandeira Mapuche, povo indígena originário do Chile e da Argentina conhecido pela resistência ao demandar seus direitos, principalmente à terra, e que vem sendo usada como um dos símbolos dos protestos contra a desigualdade social no país.

Conhecida como “a maior marcha do Chile”, a manifestação de sexta-feira contribuiu para a decisão do presidente chileno, Sebastián Piñera, de suspender o toque de recolher que estava em vigência no país e anunciar a realização de uma reforma ministerial, na segunda-feira, 11 dias após o início das manifestações.

A autora da foto que se tornou símbolo dos protestos de rua no país é a atriz chilena Susana Hidalgo, de 33 anos, que fez o registro com o seu celular. Em entrevista à BBC News Brasil, ela relembrou a manifestação histórica e o retrato emblemático que fez.

Parecia que “todos os chilenos estavam juntos”, diz ela, e que todos se conheciam. “As bandeiras ondulando, os cânticos, os tambores, o som das panelas seguiam em um só ritmo. Nossos corações se aceleravam porque todos vibrávamos por algo em comum: justiça, dignidade, respeito, liberdade. O Chile acordou da letargia de anos, que normalizava a violência e os abusos”, disse Hidalgo.

Chile mais igualitário

Famosa no Chile pelas atuações em teatro, televisão, séries e cinema, a atriz conta que, desde pequena, ouvia de familiares histórias de indígenas, com ênfase na importância da preservação da natureza.

“É muito importante essa tradição que os povos originários nos legaram”, disse Hidalgo. “Hoje, a realidade e a arte me deixam profundamente comovida. Mas fiz a foto simplesmente como uma cidadã chilena que deseja um país mais justo, um Chile mais igualitário.”

Recordando o momento da foto, ela disse que caminhou no meio da multidão até chegar à estátua, “um ímã” em manifestações em Santiago.

“E lá estava a estátua do General Baquedano (um herói militar do século 19) ocupada pelo povo, por todos nós, sendo montada por um jovem que ainda não sei quem é e que gostaria de saber. Eram dois jovens, mas um deles erguia a bandeira Mapuche, que aparecia linda entre todas as bandeiras dali”, contou Hidalgo.

 

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