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Geral Preso o secretário de Saúde do Amazonas

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O secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, foi alvo de nova fase da Operação Sangria. (Foto: Rodrigo Santos/SES-AM)

O secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, foi preso pela PF (Polícia Federal) na tarde desta quarta-feira (2), no aeroporto de Manaus, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Alvo da nova fase da Operação Sangria, que investiga corrupção em contratos firmados na pandemia, ele voltava de uma viagem. O mandado de prisão temporária foi expedido pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

A nova fase da operação foi aberta depois que o Ministério Público Federal encontrou novos indícios de fraudes e superfaturamento na reinauguração do hospital de campanha Nilton Lins em Manaus no início do ano, quando o sistema de saúde da capital amazonense entrou em colapso diante de uma nova escalada da pandemia, e na prestação de serviços na unidade temporária para tratar pacientes com coronavírus.

O governador do Amazonas, Wilson Lima, foi um dos alvos da quarta fase da Operação Sangria. Na ação, que apura supostas fraudes em licitação e desvios de recursos públicos durante a pandemia da covid-19, agentes foram mobilizados para o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária nas cidades de Manaus (AM) e Porto Alegre, além de sequestro de bens e valores.

Em nota, Campêlo disse que estava viajando, mas que está “à disposição para prestar todos os esclarecimentos”. Já o governo do Amazonas informou que “é de total interesse do Estado que os fatos relacionados às investigações em curso sejam esclarecidos. O governador Wilson Lima reitera que, desde o início da pandemia de Covid-19, sua gestão está voltada a preservar a saúde do povo do Amazonas e a salvar vidas, tendo determinado aos gestores estaduais que empreguem todos os esforços possíveis com esse objetivo, sempre pautando as ações públicas pelos princípios da legalidade e da transparência”.

As buscas foram feitas na casa de Wilson Lima, na sede do governo do Amazonas, na Secretaria de Saúde, e na casa do secretário de Saúde, Marcellus Campêlo. A casa do dono do Hospital Nilton Lins e o hospital também estavam na lista. Ao todo, as buscas foram realizadas em endereços ligados a 18 pessoas (físicas e jurídicas), incluindo o governador.

Em um dos endereços, ligado ao empresário Nilton Lins Júnior, os policiais foram recebidos a tiros, informou a subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, responsável pelo caso na PGR (Procuradoria-Geral da República). “Foi uma situação bastante constrangedora e perigosa lá em Manaus”, afirmou ela na manhã desta quarta-feira (2), durante sessão da Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Não houve feridos.

A operação foi feita em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União).

A pedido da PGR, o relator do caso no STJ, ministro Francisco Falcão, decretou a prisão temporária (por cinco dias) de seis investigados e autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 27 pessoas e empresas. Também houve o sequestro de bens de 12 investigados, em valor que supera R$ 22,8 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, da Agência Brasil, da PF, da PGR e da CGU.

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