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Brasil Presos da Lava-Jato não vão se beneficiar de indenizações por causa da superlotação

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Corredor do Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. (Foto: Reprodução)

Os presos da Lava-Jato não devem ser beneficiados com possíveis indenizações por superlotação de celas. O ex-governador do Rio Sérgio Cabral está preso em Bangu 8, onde divide a cela com outros cinco presos da Operação Calicute.

A cela de 16 metros quadrados tem três beliches, ventiladores e tevê pequena. A mulher dele, Adriana Ancelmo, está em uma cela de seis metros quadrados que possui uma beliche de alvenaria, chuveiro, uma pia e um vaso sanitário — também em Bangu.

O empresário Eike Batista está em Bangu 9, numa cela de 15 metros quadrados, que divide com outros dois presos da Lava-Jato, mas a ida dele para essa unidade chegou a ser questionada, uma vez que ele não tem curso superior. A cela conta com ventilador e uma tevê.

A Secretaria de Administração penitenciária está reformando uma unidade para receber presos com curso superior e os presos da Lava-Jato devem ser transferidos para o local.

No Paraná, que concentra a maioria dos alvos da Lava Jato, estão 18 acusados ou condenados — seis nas celas da Polícia Federal e 12 no Complexo Médico Penal de Pinhais, na Grande Curitiba.

Nas celas da Polícia Federal a superlotação só ocorre eventualmente, quando chegam presos provisórios de grandes operações. No máximo três ou quatro pessoas dividem cada cela.

Estão presos atualmente na sede da PF de Curitiba, os que cumprem prisão preventiva, ainda sem julgamento, e os que ainda assinaram ou tentam assinar acordo de delação premiada, como os empresários Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro (empreiteira OAS) e João Claudio Genu, ex-tesoureiro do PP, e Renato Duque, ex-diretor de serviços da Petrobras. Eduardo Cunha e Antonio Palocci também permanecem no local. (AG)

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