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Por Redação O Sul | 21 de outubro de 2015
Os preços da gasolina, do botijão de gás e das refeições que os brasileiros fazem fora de casa aumentaram e puxaram a alta da prévia da inflação oficial no País, que avançou de 0,39% em setembro para 0,66% em outubro. Esse índice é o mais elevado para o período desde 2002, quando o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15) atingiu 0,90%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (21) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No ano, a prévia da inflação oficial acumula alta de 8,49%. Esse é o maior resultado, considerando o período de janeiro a outubro, desde 2003, quando o indicador ficou em 9,17%. Em 12 meses, o IPCA-15 chegou a 9,77%, bem acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 6,5%.
De setembro para outubro, o que mais pesou para que o índice avançasse foram os aumentos de preços dos grupos de gastos relativos a habitação (de 0,68% para 1,15%), a transportes (de 0,78% para 0,80%) e a alimentação e bebidas (de -0,06% para 0,62%). De acordo com o IBGE, entre todas as pressões sobre o IPCA-15, a maior foi a do botijão de gás, que ficou 10,22% mais caro em outubro.
Porto Alegre
O maior índice regional em outubro é o de Brasília (1,28%). O menor é o registrado na Região Metropolitana de Recife (0,24%). Em Porto Alegre, o IPCA-15 passou de 0,19% para 0,66%. No ano, acumula variação de 9,28% e, em 12 meses, de 10,48% na Capital gaúcha.
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