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Brasil Ministro do Supremo entende que a Previdência no Brasil é a transferência de renda de pobres para ricos

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O ministro Barroso disse também que a 'corrupção não é invencível'. (Foto: STF/Divulgação)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, defendeu a necessidade imprescindível da reforma previdenciária drástica no Brasil, durante um evento acadêmico em Londres no último sábado. “O setor previdenciário brasileiro é uma imensa transferência de renda dos pobres para os ricos, porque os 30 milhões de pensionistas no INSS [Instituto Nacional do Seguro Social] custam um pouco mais do que 1 milhão de aposentados no setor público e todo o resto da sociedade financia essa transferência de renda”, afirmou Barroso a uma plateia lotada.

Para o ministro, uma reforma nesse sentido precisa estabelecer uma restrição etária, de no mínimo 65 anos, para o acesso à aposentadoria. Barroso não comentou sobre a atual proposta discutida no Congresso que visa mudar esse sistema. No entanto, a idade mínima, de 65 anos para homens e 62 para mulheres, é uma das principais propostas da reforma da Previdência cujo texto-base foi aprovado na terça-feira (2) pela Comissão Especial da Câmara que debateu o tema e que irá a plenário.

“Quando vejo um pobre contra a reforma da Previdência me dá uma tristeza enorme, porque ele não sabe que está pagando a aposentadoria de um sistema que é feito para tirar dinheiro dele. Se pobre estiver sustentando rico, o sistema é perverso e injusto, portanto tem que mudar”, destacou o ministro, depois de ter iniciado a palestras com alguns participantes o acusando de “golpista” (devido à participação do Supremo no rito de impeachment da então presidenta Dilma Rousseff, em 2016) e de “machista”, após fazer uma piada sobre a suposta dificuldade dos homens em “impressionar as esposas”.

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