O futuro não é barato. A Samsung anunciou nesta sexta-feira (17) a chegada do Galaxy Fold, celular de tela flexível apresentado em fevereiro do ano passado. Primeiro celular do tipo a chegar ao País, o Fold também já carrega também outra marca impressionante: por 13 mil reais, é o celular mais caro à venda no Brasil.
O aparelho conseguiu bater com folga a marca do modelo mais caro de iPhone disponível por aqui, o 11 Pro Max de 512 GB, que custa 9,6 mil reais. É uma aposta e tanto: o Fold teve sua estreia adiada depois que apresentou defeitos em suas telas, durante testes com jornalistas e influenciadores ainda no ano passado. Segundo a imprensa americana, a Samsung fez mudanças importantes na estrutura do aparelho, reforçando a dobradiça e protegendo a camada plástica da tela. Na primeira versão, a fina camada plástica podia ser removida com facilidade, além de permitir a entrada de sujeira sob ela, o que acabava inutilizando o celular.
Dessa maneira, o aparelho só chegou às lojas da Coreia, EUA e Europa em setembro do ano passado. No Brasil, ele será vendido apenas online, na loja da Samsung, a partir de 22 de janeiro. Entre esta sexta-feira, e o dia 22, os interessados poderão fazer um registro no site. O dispositivo ficará exposto em 15 lojas físicas da marca para quem desejar conhecê-lo mais de perto.
As especificações são: tela de 7,3 polegadas (aberta) e 4,6 polegadas (fechada), processador Snapdragon 855, 12 GB de memória, armazenamento de 512 GB e bateria de 4.380 mAh.
Para fotografar em seus diferentes formatos, o Fold tem um conjunto de seis câmeras. O modelo vem com três câmeras na parte de trás, sendo uma delas ultra-wide F2.2 com 16 megapixels (MP), outra wide-angle de 12 MP e F1,5 / F2,4 e um zoom óptico de 12 MP e F2,4. Na parte interna há uma câmera frontal dupla com 10 MP e F2,2 para selfie e outra com profundidade RGB de 8 MP e F1,9. Completa o combo uma câmera externa de 10 MP e F2.2.
Huawei
No ano passado, a Samsung falou abertamente sobre as vendas do Galaxy Fold, que bateram 1 milhão de unidades. As estimativas de outubro atingiram as vendas da época em 500 mil unidades, e relatórios anteriores afirmaram que a Samsung está planejando vender 6 milhões de dispositivos dobráveis em 2020. Nesta semana, foi a vez da Huawei falar sobre as suas vendas: a empresa revelou que está vendendo 100 mil unidades do Mate X na China.
Diferente do Galaxy Fold, que foi colocado à venda na Coreia do Sul em setembro do ano passado, o Mate X foi lançado na China apenas em meados de novembro, ou seja, está à venda na China há dois meses, o que significa que a Huawei até agora vendeu cerca de 200 mil unidades do telefone dobrável. Considerando o fato de ser vendido em apenas um mercado único, e o fato de ser mais caro que o Galaxy Fold da Samsung (O Mate X, que está à venda apenas na China, é vendido por 16.999 yuan, cerca de US$ 2,4 mil ou R$ 9,6 mil, enquanto o Galaxy Fold está a US$ 2 mil, ou seja, R$ 8 mil, mais ou menos), as vendas não vão mal, necessariamente.
Acontece que a Huawei e a sua rival Samsung foram as duas primeiras na corrida para lançar um telefone dobrável no mercado pela primeira vez em 2019. Na CES 2019, protótipos dobráveis eram abundantes, mas a Samsung venceu os concorrentes quando o Galaxy Fold foi lançado (embora tenha sido relançado depois). Nesse nicho, o dobrável Duo da Microsoft e o Razr dobrável da Motorola serão lançados ainda este ano.
Quanto ao Mate X, da Huawei: o smartphone foi anunciado no Mobile World Congress 2019 e estava programado para ser lançado em julho daquele ano, mas empresa adiou o lançamento para novembro, a fim de refinar e melhorar sua tela dobrável, depois que a Samsung precisou lidar com problemas de produção em seu Galaxy Fold.
