Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de maio de 2021
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, casou-se no último sábado (29) com sua noiva, Carrie Symonds, em uma cerimônia secreta. O casamento foi inicialmente noticiado por veículos de imprensa britânicos e, neste domingo (30), o governo do Reino Unido confirmou a informação.
Boris Johnson, de 56 anos, conhecido por sua agitada vida amorosa, casou-se com Carrie Symonds, de 33, na catedral católica de Westminster, na presença de amigos próximos e familiares, noticiaram os jornais “Mail on Sunday” e “The Sun”.
Johnson tornou-se, assim, o segundo primeiro-ministro britânico a se casar durante seu mandato, depois de Robert Jenkinson em 1822.
O casal esperava há meses para se casar, após ter tido que adiar a cerimônia, prevista para o ano passado, por causa da pandemia de coronavírus. Eles ficaram noivos em dezembro de 2019 e têm um filho de um ano, Wilfred.
Assistiram à cerimônia cerca de 30 pessoas — o máximo autorizado atualmente —, após terem sido convidadas de última hora, segundo o “Mail on Sunday”.
O casamento foi celebrado pelo mesmo sacerdote que batizou o filho do casal — que também esteve presente na cerimônia —, acrescentou o “The Sun”.
Boris já tinha sido casado duas vezes. Teve quatro filhos com sua esposa anterior, a advogada Marina Wheeler, de quem se separou em 2018. Ele teria também uma filha nascida de um caso amoroso.
Quando foi eleito, em 2019, Johnson se tornou o primeiro chefe de governo a residir em Downing Street com sua companheira sem estar casado.
Carrie Symonds, uma ex-encarregada de comunicação do Partido Conservador, teve o filho semanas depois de Johnson deixar a unidade de terapia intensiva, aonde deu entrada após ter contraído o coronavírus.
Boris Johnson é um político carismático, famoso pelo seu senso de humor peculiar e alvo tanto de veneração como rejeição entre as fileiras “tories”.
Do início da carreira como jornalista, quando foi demitido por inventar uma entrevista, à ascensão na política, as declarações polêmicas e o carisma foram sua marca. Forte crítico das estruturas da União Europeia (UE), Johnson conseguiu se eleger, em 2019, com a promessa de cumprir com o Brexit. Conseguiu.
Pandemia
Dominic Cummings, o ex-conselheiro do primeiro-ministro, descreveu como “catastrófica” a forma como Johnson liderou a sua equipe no início da pandemia de covid-19. No depoimento a uma comissão parlamentar, o ex-assessor afirmou que o premiê minimizou a ameaça do coronavírus.
Na fala, Cummings também relatou que ouviu o primeiro-ministro dizer que preferia que corpos se amontoassem a ter que impor um novo bloqueio nacional no ano passado. Johnson negou ter feito essa declaração e ainda assumiu total responsabilidade pela gestão da pandemia, explicando que seguiu o conselho dos cientistas e o governo trabalhou para salvar vidas.
Apesar das críticas, ex-assessor pediu desculpas às famílias de dezenas de milhares de pessoas que, segundo ele, morreram desnecessariamente.
O Reino Unido já registrou quase 4,5 milhões casos de covid-19 e mais de 128 mil mortes. No país, mais de 70% da população adulta está vacinada com pelo menos uma dose do imunizante contra a doença.
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