Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de julho de 2021
Marcus Rashford, 23 anos, Jadon Sancho, 21 anos, e Bukayo Saka, 19 anos, foram alvos de racismo depois de falharem na disputa de pênaltis contra a Itália, que definiu a final da Eurocopa no domingo depois do empate por 1 a 1. Os insultos foram condenados pelo técnico do time, Gareth Southgate, assim como por membros da realeza e políticos.
Os comentários racistas nas redes levaram a uma investigação policial e a ampla repercussão, embora críticos acusassem alguns ministros de hipocrisia por se recusarem a apoiar uma postura anti-racista efetiva.
“Para alguns deles, o abuso é imperdoável”, disse Southgate em entrevista coletiva. “Parte disso veio do exterior, nos disseram isso, mas parte é deste país.”
A seleção inglesa ganhou elogios por sua postura contra o racismo, enquanto vários jogadores também fizeram campanha em outras causas sociais. A composição multirracial da equipe foi saudada como um reflexo de uma Grã-Bretanha moderna e mais diversificada
A equipe havia destacado a questão do racismo ao se ajoelhar antes de todas as partidas – em referência ao movimento ‘Black Lives Matter’ – dizendo que era uma simples demonstração de solidariedade contra a discriminação racial.
No entanto, alguns fãs vaiaram o gesto, com os críticos vendo-o como uma politização do esporte e uma expressão de simpatia com a política de extrema esquerda.
“Este time da Inglaterra merece ser elogiado como herói, não abusado racialmente nas redes sociais. Os responsáveis por este abuso terrível deveriam ter vergonha de si mesmos”, disse o primeiro-ministro Boris Johnson no Twitter.
Embora o próprio Johnson tenha dito que o time não deveria ser vaiado, seu próprio porta-voz se recusou a criticar os fãs sobre o assunto quando questionado.
Já o príncipe William condenou o que chamou de abuso racista “nojento”.
“É totalmente inaceitável que os jogadores tenham de suportar este comportamento repulsivo”, escreveu o neto da Rainha Elizabeth, que disse estar “enojado”.
“Isso deve parar agora e todos os envolvidos devem ser responsabilizados”, disse William, que é presidente da Associação de Futebol, no Twitter.
A Football Association (FA) disse que os torcedores que exibiram esse “comportamento nojento” não são bem-vindos e pediu às autoridades que aplicassem “as punições mais duras possíveis”.
A Uefa, entidade que rege o futebol europeu, também condenou o abuso e apelou às punições mais fortes possíveis.
A polícia de Londres disse que os policiais estavam cientes dos comentários ofensivos e racistas e tomariam medidas. Um mural de Rashford, que fez campanha para que crianças pobres recebessem mais apoio durante a pandemia, também foi vandalizado e coberto por abusos.
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