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Geral Prioridade de administradores públicos brasileiros deixa de ser a iluminação pública e passa a ser o saneamento

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O saneamento lidera a carteira de parcerias público-privadas (PPPs) e concessões mais próximas de sair do papel no Brasil. (Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)

O saneamento lidera a carteira de parcerias público-privadas (PPPs) e concessões mais próximas de sair do papel no Brasil. Entre as 177 iniciativas que já concluíram a etapa de consulta pública, última fase antes do início das licitações, 50 estão ligadas aos segmentos de resíduos sólidos e água e esgoto, aponta levantamento da consultoria Radar PPP.

Os resíduos sólidos concentram o maior número de empreendimentos em estágio avançado, com 29 projetos, enquanto água e esgoto somam 21. Na sequência aparecem setores como meio ambiente, iluminação pública e mobilidade. Em menor proporção, mas ainda com projetos relevantes para a infraestrutura, figuram portos, rodovias e saúde.

Para o sócio da Radar PPP, André Sampaio, a liderança do saneamento reforça o esforço para cumprir as metas estipuladas pelo marco legal do setor, que prevê a universalização dos serviços de água e esgoto no País até 2033. “Existe um estoque de projetos já muito na boca ou quase prontos que podem impactar fortemente o avanço da universalização do saneamento”, disse.

O especialista ressaltou que, antes do saneamento, a iluminação pública foi a “queridinha das PPPs e concessões durante muito tempo”. “Hoje, a liderança dos resíduos sólidos mostra um mercado mais diversificado”, acrescentou.

Ao todo, a Radar PPP identificou 334 projetos com maior probabilidade de avançar para contratação nos próximos meses. No entanto, os 177 que superaram a fase de consulta pública tendem a chegar mais rapidamente ao mercado, porque já foram modelados e submetidos à avaliação da iniciativa privada e da sociedade, segundo Sampaio.

O Brasil atingiu recentemente a marca de sete mil projetos de concessões e PPPs, distribuídos em 19 segmentos, segundo a base de dados da Radar PPP. Um dos principais responsáveis por esse volume é o avanço das iniciativas municipais, que representam mais de 70% dos projetos mapeados pela consultoria.

O amadurecimento deste mercado também se traduziu em contratos. Dados da Radar PPP mostram que 1.496 concessões e PPPs foram assinadas de 2014 a 2026. A aceleração ocorreu com mais força nos últimos anos: cerca de 90% do total foi registrado a partir de 2019.

Os contratos já assinados estão distribuídos entre 19 segmentos, com destaque para unidades administrativas e serviços públicos, estacionamentos, cultura, lazer e comércio, e água e esgoto.

A diversificação do mercado abriu espaço para projetos de infraestrutura social, especialmente em educação e saúde, segmentos que, segundo Sampaio, vêm superando resistências históricas ao uso do modelo.

“O alcance da marca de sete mil projetos se soma a outros marcos importantes, como as seguidas licitações de sucesso, com alto índice de deságio e um bom volume de competitividade”, destacou o sócio da Radar PPP. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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