Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de junho de 2015
Ex-alunos de Eliana Areco Barreto, 46 anos, suspeita de planejar a morte do marido, ficaram chocados com a prisão dela. Eliana era professora de língua portuguesa em uma escola particular de Guaratinguetá, no interior de São Paulo. “Ela deu aula para mim no Ensino Médio e dava aula para o meu irmão. A história chocou todo mundo na cidade. Ninguém esperava isso, principalmente, por ser professora. Ficamos chocados”, conta a ex-aluna Fabíola Querido, 22.
Eliana era casada com o diretor comercial Luiz Eduardo de Almeida Barreto, 49, assassinado a tiros na segunda-feira (1º), em São Paulo, quando voltava do almoço com um colega de trabalho. O criminoso pegou celulares e carteiras dos dois para simular um roubo. Depois, mandou o colega de Luiz Eduardo ir embora e disparou três vezes contra o executivo, que morreu no local, aparentemente sem ter esboçado qualquer reação.
Investigação.
Ela e o amante, Marcos Fábio Zeitunsian, 46, são os principais suspeitos de encomendar o crime. Luiz Eduardo e Eliana estavam juntos há 30 anos e moravam em Aparecida (SP), com os dois filhos, de 15 e 17 anos. Neste ano, ela estava trabalhando em Guaratinguetá e ele, em São Paulo.
Eliana e Marcos se conheceram há 13 anos, quando tiveram um caso. Há dois anos eles se reencontraram e, desde então, a mulher mantinha a relação extraconjugal. Segundo a polícia, o amante se encontrava com a mulher da vítima nos intervalos de aula dela, em Aparecida, onde Marcos passou a ficar durante a semana bancado por Eliana.
Segundo os estudantes, a mulher nunca demonstrou ter problemas com a família. “Fiquei bastante consternado quando vi a notícia. Não consegui trabalhar direito o resto da tarde comentando com os colegas. Logo que aconteceu o crime, até pensei em mandar uma mensagem de consolo para ela no Facebook”, diz outro ex-aluno, que preferiu não ser identificado. Fabíola diz que o assunto dominou até grupos de WhatsApp com os colegas. “Ela era bem popular e gostava de brincar com todo mundo. Falava muito que trabalhava apenas para sustentar os luxos dela”, afirma a ex-aluna.
Assassinato encomendado.
As investigações apontam que Eliana e Marcos planejaram o crime há cerca de um ano, em comum acordo. Marcos trabalhava na segurança de um shopping em Santo Amaro, em São Paulo. Ele teria feito contato com o parceiro de cela de Eliezer Araújo, que já saiu da cadeia, em 7 de maio, sabendo que ele executaria Luiz Eduardo. Segundo a polícia, Eliana pediu um empréstimo no banco no valor de 7 mil reais e transferiu o dinheiro para a conta de Marcos. O amante, por sua vez, teria pagado 3 mil reais para Eliezer Araújo matar o executivo.
De acordo com as investigações, Luiz Eduardo teria ainda um seguro de vida de 500 mil reais, e Eliana pretendia usar o dinheiro para montar uma loja para o amante em Guaratinguetá.
Logo após o crime, Eliezer foi preso pela polícia e confessou o crime e apontou os mandantes. A Justiça decretou prisão temporária de Eliana e Marcos por 30 dias. A mulher e o amante foram indiciados e podem responder por crime de homicídio. Eliezer, além de indiciado por homicídio, também vai responder pelo roubo, mesmo tendo sido simulado para encobrir a intenção real de assassinato. (AG)
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