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Brasil Procurador-Geral da República discorda da Polícia Federal e pede que Supremo arquive inquérito contra senador tucano na Operação Lava-Jato

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Janot considerou que os novos dados apresentados pela PF não justificam a prorrogação do inquérito (Foto: Felipe Sampaio/STF)

Contrariando a PF (Polícia Federal), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou um novo parecer na noite desta terça-feira (27) ao STF (Supremo Tribunal Federal) mantendo o pedido de arquivamento do inquérito que investiga se o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) tem ligação com a Operação Lava-Jato. Em agosto, Janot já havia encaminhado ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato, pedido para encerrar as apurações sobre a eventual participação do tucano no esquema de corrupção da Petrobras por falta de provas.

Na sequência, a PF entregou um relatório ao ministro sugerindo o prosseguimento das investigações sobre o senador. A PF argumentou ter recebido novas informações que não eram de conhecimento de Janot quando o chefe do Ministério Público fez seu pedido de arquivamento. A corporação ressaltou que os dados não são conclusivos, mas que as dúvidas precisam ser esgotadas.

Janot considerou que os novos dados apresentados pela PF não justificam a prorrogação do inquérito. Os ministros do STF têm adotado como norma confirmar o arquivamento do inquérito quando o pedido é feito pelo procurador-geral. A situação do tucano será definida por Teori.

Segundo a PF, a principal novidade do caso seria um e-mail, acompanhado de anexos, enviado em janeiro por uma moradora de Minas Gerais ao gabinete pessoal da presidenta Dilma Rousseff. A Presidência, no mesmo mês, reenviou a informação, classificada como “correspondência de cidadã”, ao Ministério da Justiça, que a encaminhou à PF para averiguação. O e-mail aponta qual seria a casa de Belo Horizonte em que o policial federal Jayme Oliveira Filho, o Careca, ligado ao doleiro Alberto Youssef, teria entregue 1 milhão de reais, em 2010. (Folhapress) 

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