Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de fevereiro de 2016
Em manifestação encaminhada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, avaliou que, para determinar a cassação de mandato da presidenta da República são exigidas “condutas, já à primeira vista, gravíssimas”. No parecer, Janot pede que a Corte julgue improcedente um dos pedidos do PSDB de impugnação de mandato da presidenta Dilma Rousseff e do vice Michel Temer, por não vislumbrar a “gravidade necessária” para a adoção de tal medida.
A manifestação data de agosto de 2015 e foi encaminhada em uma das quatro ações propostas pelos tucanos na Corte que pode gerar a cassação do mandato de Dilma e Temer. Na peça, o PSDB alega que houve abuso de poder político e econômico na campanha. Para Janot, as condutas apontadas pelo PSDB como irregularmente praticadas durante a campanha presidencial do PT de 2014 “ou não tiveram o grau de ilicitudes atribuídos, ou não os beneficiaram diretamente ou tiveram pouquíssimos desdobramentos”.
O procurador-geral disse não ter se “convencido” da gravidade necessária para imputar a sanção de perda de mandato à presidenta. “Não há como se admitir que as condutas acima analisadas possam ter influenciado negativamente uma eleição com tamanho contingente de eleitores”, escreveu. (AE)
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