Segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 14 de agosto de 2015
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usou o cargo para solicitar a intervenção da AGU (Advocacia-Geral da União) e tentar se beneficiar no inquérito da Operação Lava-Jato. A assessoria de imprensa de Cunha contestou.
Na semana passada, a AGU enviou documento em nome da Câmara dos Deputados pedindo que sejam invalidadas as provas coletadas na Casa sobre a investigação da Lava-Jato contra o peemedebista.
O presidente da Câmara é investigado em inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) por suposto recebimento de propina para possibilitar contratação de navios-sonda pela Petrobras. Ele teria utilizado, segundo a apuração, requerimentos na Câmara para pressionar empresas a retomarem os pagamentos de suborno. No começo de maio, a pedido de Janot, o ministro do STF Teori Zavascki autorizou coleta de documentos no setor de informática da Câmara. O objetivo era saber a origem de requerimentos apresentados oficialmente pela ex-deputada Solange Almeida – a suspeita é de que ela teria feito isso a pedido de Cunha. Na ocasião, o presidente da Casa disse que um funcionário poderia ter ajudado a deputada e classificou as buscas de “desnecessárias”. (AG)
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