Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 13 de dezembro de 2015
O procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, protocolou parecer em que sugere ao STF (Supremo Tribunal Federal) a anulação da votação da Câmara dos Deputados que deu à oposição maioria na comissão especial que irá analisar o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
No texto, Janot alegou que a votação não poderia ter sido secreta nem permitido chapa concorrente. “É notório que a Câmara dos Deputados promoveu conturbada votação, sob a presidência do deputado federal Eduardo Cunha [PMDB-RJ], com cenas lamentáveis de tumulto, incivilidade e dano a patrimônio público”, escreveu.
Na última terça-feira, o plenário da Câmara aprovou por 272 a 199 votos, em votação secreta, a escolha de uma chapa avulsa, formada por oposicionistas e dissidentes da base aliada. Mais cedo, Dilma também encaminhou ao Supremo manifestação sobre ação que questiona o rito do impeachment. No texto, o Planalto argumentou que a abertura do processo deve ser anulada para garantir direito à defesa prévia. (AD)
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