Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Procuradoria-Geral da República diz que não foi consultada sobre operação da Polícia Federal contra o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles

Compartilhe esta notícia:

"Não há inconstitucionalidade nenhuma no fato de a administração pública querer ficar atenta ao que falam", escreveu Aras. (Foto: Rousinei Coutinho/STF)

O procurador-geral da República Augusto Aras informou ao jornal Valor Econômico que a PGR (Procuradoria-Geral da República) não foi consultada sobre a investigação e os mandados de busca e apreensão contra o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

“A respeito de notícias veiculadas pela imprensa de que autoridade com foro no STF foi alvo de busca e apreensão, a PGR informa que não foi instada a se manifestar sobre a medida, o que, em princípio, pode violar o sistema constitucional acusatório”, diz a nota enviada ao jornal.

Ao autorizar a abertura da Operação Akuanduba nesta quarta-feira (19), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), declarou que as investigações da PF (Polícia Federal) descobriram um “grave esquema de facilitação ao contrabando de produtos florestais”. O ministro aponta na decisão o suposto envolvimento do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, do presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Eduardo Bim, entre outros servidores do órgão e empresários.

“De acordo com a representação da autoridade policial, os depoimentos, os documentos e os dados coligidos sinalizariam, em tese, para a existência de grave esquema de facilitação ao contrabando de produtos florestais o qual teria o envolvimento de autoridade com prerrogativa de foro, no caso, o atual Ministro do Meio Ambiente, Ricardo de Aquino Salles, de servidores públicos e de pessoas jurídicas”, diz o ministro.

Moraes retirou o sigilo da decisão que determina uma série de medidas cautelares de busca e apreensão, quebra de sigilos bancário e fiscal, suspensão do cargo, entre outras, relativas a diversos agentes públicos e pessoas jurídicas, investigados em operação que apura suposto envolvimento em esquema de facilitação ao contrabando de produtos florestais.

A decisão foi tomada na Petição (PET) 8975. Entre as medidas, o ministro determina a quebra de sigilos bancário e fiscal do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o afastamento de Eduardo Bim do cargo de presidente do Ibama.

A ação, segundo a PF, é destinada a apurar crimes contra a Administração Pública (corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e, especialmente, facilitação de contrabando) praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro.

As investigações foram iniciadas em janeiro deste ano, a partir de informações obtidas junto a autoridades estrangeiras noticiando possível desvio de conduta de servidores públicos brasileiros no processo de exportação de madeira. As informações são do jornal Valor Econômico, do STF e da PF.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Tecladista Flc
20 de maio de 2021 05:56

Pois é procurador, esta na hora de tirar o trazeiro da cadeira e trabalhar, pois não esta neste cargo para servir de bibelô

Prefeito do Rio é multado pela própria prefeitura por ter cantado sem máscara em roda de samba
Ministro do Supremo Alexandre de Moraes aponta “grave esquema de facilitação ao contrabando” de madeiras envolvendo o ministro do Meio Ambiente e servidores do Ibama
Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x