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Política Procuradoria-Geral da República se posiciona contra a soltura de acusado de tentar explodir bomba em aeroporto de Brasília

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Paulo Gonet afirmou que existem provas cabais da participação de Wellington Macedo no atentado de 2022.

Foto: Antonio Augusto/STF
Gonet também aparece no documento supostamente falando com Vorcaro por meio de um advogado.(Foto: Antonio Augusto/STF)

A Procuradoria-Geral da República (PGR), sob a gestão do procurador-geral Paulo Gonet, se manifestou contra a soltura de Wellington Macedo de Souza, um dos acusados de tentar explodir uma bomba nas proximidades do aeroporto de Brasília, em 2022. A manifestação foi enviada nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Gonet argumentou que o contexto da prisão de Wellington Macedo “permanece inalterado” e que não há “fato novo apto a modificar ou revogar o entendimento estabelecido” anteriormente por Moraes.

“A imposição da custódia cautelar foi adequadamente fundamentada, justificada e sopesada ante as particularidades do caso”, acrescentou o procurador-geral.

Na manifestação, Gonet ressaltou que Wellington é acusado de participar de uma trama golpista, contribuindo para a tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito e de atentar contra a segurança do transporte aéreo.

“A ação do denunciado expôs múltiplas vidas a risco, em especial a do caminhoneiro que dormia no veículo enquanto exercia legalmente sua atividade, e buscou provocar terror social e repercussão midiática para fins antidemocráticos”, destacou.

Segundo Gonet, há provas do papel de Wellington na estrutura da “organização criminosa armada”. E, além disso, acrescentou que “a gravidade em concreto da conduta do denunciado, o descumprimento das medidas cautelares anteriormente impostas e sua fuga após a prática dos crimes são circunstâncias que evidenciam a pertinência da manutenção da custódia cautelar”.

Wellington Macedo foi condenado a seis anos de prisão por expor a vida, a integridade física ou o patrimônio de terceiros a perigo, pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

(Com O Estado de S.Paulo)

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1 Comentário
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Vanderlei Stefani
7 de outubro de 2025 16:08

Muito justo que militares que atuaram contra a nossa República percam as suas patentes e salários, uma vez que são traidores da Pátria que deveriam honrar e defender.

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