Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de janeiro de 2026
Prefeitura informou que requalificou 60 quilômetros de asfalto em 136 vias da cidade no ano passado
Foto: Alex Rocha/PMPAPela primeira vez, as usinas de asfalto da Restinga e do Sarandi, em Porto Alegre, ultrapassaram a marca de 100 mil toneladas produzidas em um ano, alcançando o recorde de 105,3 mil toneladas em 2025.
Agora sob gestão terceirizada, as unidades ampliaram a sua capacidade produtiva, segundo a prefeitura. Com esse aumento da produção, a prefeitura executou serviços de pavimentação e recuperação em 136 vias de diferentes regiões da cidade ao longo de 2025. Foram 60 quilômetros requalificados, totalizando R$ 72,6 milhões em investimentos no Programa Mais Asfalto.
“Esse é um marco importante para a nossa gestão, que tem priorizado investimentos na conservação viária, cuidando tanto das grandes avenidas quanto dos pequenos becos, levando mais qualidade de vida e dignidade aos moradores das comunidades”, disse o secretário municipal de Serviços Urbanos, Vitorino Baseggio.
Atualmente, 58,18% das vias asfaltadas de Porto Alegre estão em boas ou ótimas condições, conforme o Gipav-POA (Sistema de Gestão Integrada de Pavimentos), que utiliza inteligência artificial para monitorar a malha viária. O levantamento aponta ainda que 25,35% das vias estão em condição regular e 16,48% em mau estado. Desde outubro de 2024, quando o mapeamento começou, já foram percorridas 95,28% das vias asfaltadas da cidade, de acordo com a prefeitura.
Gipav-Poa
Desenvolvido pela empresa Intelicity, o sistema identifica buracos, fissuras, remendos e defeitos em tampas de poço de visita a partir de sensores e câmeras instalados em veículos. As informações são encaminhadas automaticamente para as equipes de manutenção. Atualmente, o monitoramento é feito por 30 veículos de aplicativo e dois oficiais, incluindo um autorizado a circular nos corredores de ônibus, permitindo a análise também nessas faixas.
Desde agosto, o Gipav está integrado à Central do Cidadão 156+POA. As ocorrências detectadas geram solicitações automáticas para atendimento das equipes, acelerando a resposta. O investimento é de R$ 2,85 milhões por ano, em contrato de dois anos.
Controle de qualidade
Antes de chegar às ruas, o material produzido pelas usinas de asfalto passa por rigoroso controle tecnológico em um laboratório contratado pela prefeitura. O local realiza análises do asfalto, solo e concreto e apoia obras estratégicas, como os diques de proteção. Os ensaios garantem conformidade técnica, resistência, durabilidade e segurança dos materiais utilizados em pavimentação, paradas de ônibus e pontes, conforme a prefeitura.