Segunda-feira, 12 de Abril de 2021

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Economia Produção industrial brasileira tem queda em dez das 15 regiões pesquisadas em fevereiro, aponta IBGE

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No acumulado em 12 meses, oito dos 15 locais pesquisados tiveram taxas positivas no mês

Foto: Miguel Ângelo/CNI/Agência Brasil
No acumulado em 12 meses, oito dos 15 locais pesquisados tiveram taxas positivas no mês. (Foto: Miguel Ângelo/CNI/Agência Brasil)

A produção industrial registrou queda, na passagem de janeiro para fevereiro, em dez  das 15 regiões pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Somente Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Espírito Santo e Mato Grosso apresentaram crescimento. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (08).

No resultado geral do País, a indústria teve queda de 0,7% em fevereiro, interrompendo uma sequência de nove altas consecutivas. De acordo com o IBGE, o resultado negativo da indústria nacional foi puxado, principalmente, pelo baixo desempenho de São Paulo, maior parque industrial do país, que registrou recuo de -1,3% em fevereiro, “em razão de reduções na produção da indústria alimentícia e na de derivados de petróleo”.

“A indústria paulista tem cerca de 34% da concentração e a indústria de alimentos dentro de São Paulo compõe, aproximadamente, 14,8% de toda a produção industrial local”, enfatizou o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida.

A segunda maior influência negativa, segundo o IBGE, partiu do Pará, que teve queda de 7,4% no mês devido, sobretudo, à indústria extrativa. Dentre os cinco locais que registraram crescimento na passagem de janeiro para fevereiro, o principal destaque ficou com o Rio de Janeiro, com 1,9% de alta na produção, a quarta taxa positiva seguida do estado. O resultado foi puxado, sobretudo, pelos setores de metalurgia e de veículos automotores.

“Nesses quatro meses de alta da indústria fluminense, o ganho acumulado foi de 5,4%”, apontou Almeida. O crescimento no mês foi influenciado pelo setor de metalurgia e de veículos automotores.

A segunda maior influência positiva sobre o resultado nacional partiu de Mato Grosso, que teve a maior taxa de crescimento em termos absolutos, de 7,3%. Segundo o IBGE, partiu do setor de alimentos o bom desempenho da indústria mato-grossense.

Na comparação interanual, 10 locais também tiveram queda

Na comparação com fevereiro de 2020, também foram registradas quedas em 10 das 15 regiões pesquisadas pelo IBGE. Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Paraná foram as cinco regiões com alta na produção.

Oito dos 15 locais acumulam alta no ano

No acumulado dos dois primeiros meses do ano, frente a igual período de 2020, oito dos 15 locais pesquisados registraram crescimento. Os principais destaques ficaram com Santa Catarina (9,5%), Rio Grande do Sul (8,4%), Minas Gerais (7,8%) e Paraná (7,1%).

São Paulo (5,0%), Ceará (4,9%) e Pernambuco (3,2%) também registraram taxas positivas acima da média nacional (1,3%), enquanto Pará (1,0%) completou o conjunto de locais com altas acumuladas no ano.

Dentre os sete locais com queda na produção, o pior desempenho ficou com a Bahia (-18,0%), também como reflexo do fechamento de uma montadora de veículos no estado, que impactou as atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias.

Amazonas (-9,8%), Espírito Santo (-9,3%), Mato Grosso (-9,0%), Goiás (-9,0%), Região Nordeste (-6,6%) e Rio de Janeiro (-4,5%) também caíram no indicador acumulado nos dois primeiros meses do ano.

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