Quinta-feira, 21 de maio de 2026

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Últimas Produtora do filme de Bolsonaro só foi registrada após contrato com Daniel Vorcaro

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O filme, estrelado pelo ator norte-americano Jim Caviezel e dirigido por Cyrus Nowrasteh, foi anunciado como uma produção internacional.

Foto: Reprodução
O filme, estrelado pelo ator norte-americano Jim Caviezel e dirigido por Cyrus Nowrasteh, foi anunciado como uma produção internacional. (Foto: Reprodução)

A produtora responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, passou a ser alvo de questionamentos após vir à tona a informação de que a empresa foi formalmente registrada apenas depois da assinatura do contrato de financiamento com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master e investigado por supostas fraudes bilionárias.

O caso ganhou repercussão após reportagens revelarem que o senador Flávio Bolsonaro articulou um acordo milionário com Vorcaro para viabilizar a produção do longa. Em mensagens e áudios divulgados pela imprensa, o parlamentar aparece cobrando pagamentos relacionados ao projeto cinematográfico. O próprio senador confirmou que buscou apoio privado para o filme, mas negou qualquer irregularidade.

Segundo documentos obtidos por veículos de imprensa, a empresa GOUP Entertainment, ligada à produção de Dark Horse, só teria sido oficialmente registrada após a formalização do contrato envolvendo os recursos prometidos por Vorcaro. A cronologia levantou suspeitas entre investigadores e ampliou os questionamentos sobre a origem, a destinação e o controle financeiro do projeto.

Inicialmente, a produtora negou ter recebido recursos do ex-banqueiro. Em nota divulgada na semana passada, a empresa afirmou que “não consta um único centavo” proveniente de Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de empresas ligadas ao empresário.

Dias depois, no entanto, a própria dona da GOUP Entertainment, Karina Ferreira da Gama, admitiu em entrevista à GloboNews que mais de 90% do orçamento do filme teria sido financiado por Vorcaro. Segundo ela, a produção já consumiu cerca de US$ 13 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 65 milhões.

A mudança de versão aumentou a pressão política sobre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e abriu espaço para novas linhas de investigação. Integrantes da Polícia Federal avaliam se houve inconsistências societárias e financeiras na estruturação do projeto cinematográfico, além de possíveis irregularidades na circulação internacional dos recursos.

O filme, estrelado pelo ator norte-americano Jim Caviezel e dirigido por Cyrus Nowrasteh, foi anunciado como uma produção internacional inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro. A estreia está prevista para ocorrer às vésperas das eleições presidenciais deste ano.

Até o momento, não há denúncia formal apresentada contra os responsáveis pela produção do filme. A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que o financiamento ocorreu dentro da legalidade e que não houve utilização de recursos públicos. Já a GOUP Entertainment afirma que o projeto segue em fase de pós-produção e possui outros investidores privados além de Vorcaro.

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