Quinta-feira, 06 de agosto de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Produtora recebeu 238 mil reais de Dirceu para fazer filme sobre o ex-ministro preso

Compartilhe esta notícia:

O cineasta Luiz Carlos Barreto é amigo de longa data do ex-ministro José Dirceu. (Foto: Fred Chalub/Folha Imagem)

Qualquer um que tenha feito transações financeiras com a JD Assessoria e Consultoria – empresa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, preso na segunda-feira pela Operação Lava-Jato – pode ser convocado a prestar esclarecimentos à PF (Polícia Federal). Na quinta-feira, foi a vez do cineasta Luiz Carlos Barreto.

Produtor do filme “Lula, o Filho do Brasil” e amigo de longa data de Dirceu, Barreto recebeu logo cedo um ofício assinado pelo delegado da PF Márcio Adriano Anselmo solicitando informações. No documento, a polícia pedia que Barreto esclarecesse, no prazo de cinco dias, as operações que embasaram o recebimento de valores oriundos da empresa JD. Logo abaixo, uma tabela reunia registros de transferências bancárias feitas pela empresa do petista ao cineasta de 22 de dezembro de 2009 a 27 de setembro de 2010. No total: 238.155,00 reais.

“Mandei à PF os extratos bancários da Filmes do Equador, minha produtora, mostrando que esses depósitos realmente caíram na minha conta. Em 2009, procurei Dirceu com a ideia de fazer um filme sobre a clandestinidade dele. O longa-metragem se chamaria “O homem invisível”, e nós assinamos um contrato para o desenvolvimento de um roteiro“, contou o cineasta. Mais tarde, foi sugerido que a história fosse sobre o movimento estudantil dos anos 1960 em São Paulo.

Barreto disse ter enviado à PF documentos que comprovam que mais de 80 pessoas já foram entrevistadas como parte desses projetos – ainda sem previsão de estreia.

A suspeita da Polícia Federal partiu não só dos repasses mas do fato de que, entre as empresas que patrocinaram o filme sobre Lula, estavam as empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS e Estre Ambiental.

Barreto diz que não se incomodou com a ação policial e elogiou o trabalho de investigação. “É um procedimento bastante rigoroso. Do ponto de vista técnico, é bastante profissional e eficaz. O lado político é que causa certo exagero. Dirceu já estava preso. Prendê-lo de novo foi redundante”, afirmou.

Em 2014, Barreto contribuiu para o pagamento da multa imposta ao ex-ministro no julgamento do mensalão.

A JD não se pronunciou. (AG)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Irmão de Dirceu admite ter recebido mesada de lobista
Revolta na Receita Federal ameaça arrecadação
Pode te interessar