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Professor laureado deixa a universidade para estudar riscos da inteligência artificial

O matemático canadense Jacob Tsimerman anunciou uma mudança de rumo profissional. (Foto: Reprodução)

Em julho, Jacob Tsimerman, professor da Universidade de Toronto, recebeu o que é indiscutivelmente o prêmio máximo da matemática: a Medalha Fields, que homenageia a busca singular por verdades matemáticas por si mesmas, independentemente de sua utilidade no mundo real.

Ao receber o prêmio, Tsimerman anunciou uma mudança de rumo profissional, para o descontentamento de muitos na área: ele se afastaria da academia, abandonando em grande parte os estudos em matemática pura, com o objetivo de redirecionar sua pesquisa para a solução de problemas em segurança da IA (inteligência artificial). Ele começará a trabalhar no departamento de segurança da OpenAI ainda este mês.

Na semana retrasada, Tsimerman anunciou a formação do Instituto de Segurança Matemática da IA (Maisi), uma instituição de pesquisa independente sem vínculo com a OpenAI. Localizado na região da Baía de São Francisco, o Maisi iniciará seu primeiro semestre completo de pesquisa em janeiro de 2027, com o objetivo de contratar de 10 a 30 matemáticos, e um número significativamente maior no ano letivo seguinte.

Com o Maisi, Tsimerman, que atuará como diretor científico, traz uma mensagem para a comunidade acadêmica. “A segurança da IA é uma área de pesquisa significativa”, disse ele durante uma entrevista em Toronto. “É uma busca intelectual legítima, interessante e útil, e há progresso real a ser feito.”

Ao longo dos anos, apesar dos avanços na inteligência artificial, muitos matemáticos não levaram a tecnologia a sério, considerando-a domínio exclusivo dos engenheiros de software. Mas, como observou Tsimerman, “os engenheiros podem somente implementar ideias que já foram desenvolvidas, e precisamos de novas ideias”.

Pesquisadores com formação matemática veem uma oportunidade para a matemática superior abordar questões como a forma como os sistemas de IA interagem e cooperam entre si; como os agentes verificam (isto é, comprovam matematicamente) que estão se comportando de forma responsável e que as saídas são precisas; e como os sistemas de IA podem ser projetados desde a base para serem resilientes até mesmo contra vulnerabilidades e riscos ainda não identificados. As informações são do jornal The New York Times.

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