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Brasil Professora admite dar tranquilizante a crianças e alega “esquecimento”

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Professora suspeita de dar suco com tranquilizante para crianças chegou coberta com o paletó de um dos advogados para prestar depoimento. (Crédito: Reprodução)

A professora suspeita de dar suco com tranquilizante aos alunos confessou – em depoimento – que cometeu o ato por “esquecimento”, conforme informou o advogado de defesa Cláudio Maia. Ela foi ouvida nesta terça-feira (13) na Delegacia de Polícia Civil de Belo Jardim, Agreste de Pernambuco. A mulher chegou ao local com o rosto coberto pelo paletó de um dos advogados. O caso ocorreu em uma escola de Sanharó, na mesma região, durante comemorações da semana da criança.
O advogado da professora contou que ela passou por um tratamento psiquiátrico durante dois anos, mas interrompeu por conta própria. Ele alega que a professora deu o suco às crianças por engano. “Como ela levava todos os dias um suco para a escola, para uso próprio, ela colocou comprimidos tranquilizantes na bebida. Quando ela estava tomando, os alunos começaram a pedir o suco. Ela esqueceu que tinha colocado a medicação e deu o suco às crianças”, disse.

“Um certo tempo depois, uma auxiliar percebeu que as crianças estavam um pouco sonolentas. Foi quando a professora lembrou que havia remédio no suco. Ela ficou desesperada. Em nenhum momento ela teve a intenção de dar o suco com tranquilizante às crianças, foi tudo acidental. Ela não tinha o hábito de levar medicação para a escola. Segundo ela, essa foi a primeira vez que isso aconteceu”, explicou o advogado.
Cláudio Maia também alega que a professora voltou a ter sintomas depressivos devido à rotina escolar. “O problema é: ela estava numa sala de aula sozinha sem as professoras auxiliares e, diante da euforia da semana da criança, ela ficou um pouco incomodada. Com essa pressão toda, ela voltou a ter esses sintomas [depressivos] e a tomar a medicação”, contou.
A reportagem também conversou com o delegado José Rivelino, responsável pelas investigações do caso. Ele afirma que está esperando a divulgação do laudo médico para comprovar o que a professora disse em depoimento. “O laudo é imprescindível para a investigação do caso. Se ela me disse que colocou determinada substância no suco, só o laudo vai poder confirmar. Nós agora temos 30 dias para fechar o inquérito”, disse.

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