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Mundo Professora assassinada em massacre no Texas se deitou sobre crianças para protegê-las

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Amigos de Irma Garcia a descrevem como uma heroína "que se sacrificou para proteger seus alunos". (Foto: Divulgação/Robb Elementary School)

Fazer churrasco com o marido, ouvir músicas e fazer trilhas. Esses eram alguns hobbies da professora Irma Garcia, uma das vítimas do massacre em uma escola da cidade de Uvalde, no Texas, nos EUA, que aconteceu nesta terça-feira (24). Irma lecionava no local havia 23 anos.

Um filho de Irma disse ao canal americano NBC que um amigo policial, que estava no local, disse que viu a professora deitada sobre os alunos para protegê-los.

Além dela, o atirador assassinou outra professora e mais 19 alunos da Robb Elementary School.

Segundo o perfil assinado pela própria Irma no site da escola, ela tinha quatro filhos, um deles recruta do exército americano, e estava casada havia 24 anos com seu marido, Joe Garcia.

Ajuda com funeral

Amigos da família abriram uma campanha online para arrecadar fundos para o funeral da professora.

Nessa página, elas a descrevem como uma heroína “que se sacrificou para proteger seus alunos”.

O assassino, um homem de 18 anos, morreu no local, segundo a polícia americana. As motivações do crime são desconhecidas. Antes de cometer o massacre, o agressor atirou contra a própria avó, que precisou ser hospitalizada.

Nesta quarta-feira (25), as vítimas começaram a ser identificadas por familiares.

Outra professora

A professora bilíngue Eva Mireles, de 43 anos, é uma das vítimas do massacre de 19 alunos e mais duas professoras na escola Robb Elementary. O caso chocou os Estados Unidos.

Eva Mireles era professora de educação especial e trabalhava há 17 anos em Uvalde. Ela ensinava crianças da quarta série, geralmente alunos de 9 e 10 anos.

Em uma breve biografia postada no site do distrito escolar, Eva escreveu que tinha “uma família solidária, divertida e amorosa” composta por seu marido, sua filha graduada e “três amigos peludos”.

Sua filha, Adalynn, postou uma homenagem emocionada à mãe nas redes sociais: “Quero te abraçar uma última vez”.

“Quero brigar com você pelos motivos mais estúpidos e depois dar risada com você. Eu quero tudo de volta, quero que você volte para casa para mim”, escreveu ela na postagem.

Ela chama a mãe de heroína que “num ato de altruísmo pulou em frente das crianças para salvar suas vidas”.

Sua prima Cristina Arizmendi Mireles, também fez uma homenagem no Facebook.

“Minha linda prima! Um dia tão devastador para todos nós! Meu coração está partido em um milhão de pedaços”, postou Arizmendi.

Seu marido, Ruben Ruiz, é policial da força policial do distrito escolar, a agência que investiga o massacre.

Tia de Eva, Lydia Martinez Delgado, lamentou por sua sobrinha em um post no Facebook, pedindo orações por sua família e toda a cidade de Uvalde.

A comunidade, a cerca de 130 quilômetros a oeste de San Antonio, tem cerca de 16 mil moradores, quase 80% deles hispânicos ou latinos, segundo dados do Censo dos EUA.

“Estou furioso que esses tiroteios continuem. Essas crianças são inocentes. Rifles não deveriam estar facilmente disponíveis para todos. Esta é minha cidade natal, uma pequena comunidade de menos de 20 mil habitantes. Eu nunca imaginei que isso aconteceria com pessoas especialmente queridas”, escreveu Lydia.

“Tudo o que podemos fazer é orar muito por nosso país, Estado, escolas e especialmente as famílias de todos”, acrescentou.

 

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