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Brasil Projeto de lei proíbe restrição de candidatos com problemas financeiros a vagas de emprego; Constituição garante direito à privacidade, diz a Ordem dos Advogados do Brasil

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O prefeito carioca ainda fez ressalva em outro tom, lembrando que prédios regulares "desgraçadamente" podem pegar fogo. (Foto: José Cruz/ABr)

Um projeto de lei em discussão no Congresso proíbe empresas e órgãos públicos de barrar candidatos com o nome sujo em processos de contratação. Para o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), autor da proposta, esse tipo de atitude é comum no País e trata-se de um contrassenso.
“O brasileiro permanece inadimplente por falta de emprego e não consegue trabalho em razão da inadimplência”, argumentou.

O presidente da Comissão de Direito Empresarial do Trabalho da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Horácio Conde, explicou que, de certa maneira, discriminar alguém que está com dívidas em atraso e tem seus dados incluídos em plataformas como o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) ou Serasa é proibido pela Constituição, que, em seu artigo 5 garante o direito à privacidade.

O que o projeto, se aprovado, fará, então, é eliminar qualquer interpretação discordante em processos na Justiça. “A lei deixaria claro que é proibido impedir o ingresso de candidatos com esse tipo de restrição a uma vaga de emprego”, declarou Conde.

Neste caso, o candidato poderá entrar com uma ação por danos morais, por se sentir discriminado. Além do processo individual, ele poderá fazer uma denúncia no MPT (Ministério Público do Trabalho e Emprego).

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