Quinta-feira, 01 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política PEC Eleitoral: base aliada a Bolsonaro tenta agora mobilizar seus parlamentares para garantir a aprovação do texto nesta terça

Compartilhe esta notícia:

O presidente da Câmara, Arthur Lira, já afirmou que a PEC será aprovada. (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Após a intensa articulação desta semana na Câmara dos Deputados para votar a jato a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Eleitoral ter virado um grande revés para o governo, a base aliada ao presidente Jair Bolsonaro tenta agora mobilizar seus parlamentares para garantir a aprovação do texto na próxima terça-feira (12) sem surpresas antes do recesso parlamentar.

Aliados e integrantes do governo vão passar o fim de semana em contato com deputados para convencê-los a vir a Brasília votar a PEC. O desafio é a proximidade do período eleitoral. Muitos deputados já estão mais concentrados nas próprias aspirações eleitorais, e ficar perto da base é prioritário.

A votação foi adiada na quinta-feira por temor de derrubada do estado de emergência da PEC, desenhado para driblar a lei eleitoral. A proposta cria benefícios como o “Pix Caminhoneiro” (de R$ 1 mil), amplia o Auxílio Brasil para R$ 600 e dobra o vale-gás para o equivalente a um botijão de 13 kg. O gasto total será de R 41,2 bilhões.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem declarado que a PEC será aprovada. “Vai aprovar na terça”, disse ele a interlocutores.

A oposição, que quer ganhar tempo no debate, promete continuar fazendo obstrução para “denunciar” o caráter eleitoreiro da proposta, mas acabará votando a favor do texto. A pressa do governo com a aprovação é para tentar antecipar esses pagamentos, para que haja efeitos na popularidade de Bolsonaro antes das eleições.

O desafio não é garantir apenas o quórum qualificado para a aprovação da PEC em dois turnos — que exige 308 votos favoráveis em cada um. A preocupação é evitar mudanças no texto, como as pretendidas em destaques do PT e do Novo, que poderiam derrubar o estado de emergência da lei.

O governo minimizou o adiamento da votação, nos bastidores, e nega que isso atrapalhará os planos da campanha. Bolsonaro já usa o pacote de bondades em discursos para atrair o eleitorado.

Ataques de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou o adiamento da votação da PEC das bondades no Congresso. Em uma sequência de posts no Twitter, o chefe do Executivo responsabilizou lockdowns “irracionais” e a guerra na Ucrânia pela crise no Brasil. Disse que o seu governo alertou sobre o problema e fez a sua parte.

Também atacou a oposição –que chama a distribuição de benefícios a 3 meses da eleição de eleitoreira– e a imprensa. “Não bastasse a falta de iniciativa, que deveria vir de outras esferas, o que vemos é o contrário. O esforço, principalmente de políticos ligados ao PT, tem sido para impedir a redução de impostos e o socorro aos brasileiros. Querem se promover às custas do sofrimento do povo”, escreveu o presidente. “A tragédia era anunciada, mas parte da imprensa preferiu ser parceira na demagogia”, completou.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Campeonato Brasileiro de futebol já tem 82 jogadores estrangeiros em ação
Futebol alemão permitirá que transgêneros decidam em que time jogar
Pode te interessar