Sábado, 20 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 14 de novembro de 2015
Movimentos sociais e estudantes favoráveis ao governo da presidenta Dilma Rousseff ocuparam, na sexta-feira, três faixas do Eixo Monumental, no centro de Brasília, em protesto pela saída de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara dos Deputados. Eles também se manifestaram em defesa da democracia, pela legalização do aborto, por melhorias na educação pública, contra o ajuste fiscal e a favor da Petrobras.
O protesto, organizado por cerca de 60 entidades, também pediu o afastamento do Ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O grupo deu a volta no Congresso Nacional e retornou pelo Eixo Monumental. Parte dos manifestantes parou em frente ao Ministério da Educação e solicitou aumento na assistência estudantil, reformulação do ensino médio e mais investimentos na área.
De acordo com a PM (Polícia Militar), 5 mil pessoas participaram do ato. A Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) contabilizou em 10 mil somente o número de alunos. Mais cedo, militantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e de outras entidades protestaram em frente ao Ministério de Minas e Energia, também para pedir a saída de Cunha.
Sem confronto
As manifestações ocorridas na sexta-feira, em Brasília, transcorreram sem as tensões esperadas pela PM e pelos manifestantes pró-impeachment acampados em frente ao Congresso. A corporação não precisou intervir em nenhum momento, enquanto os ativistas não foram alvo dos movimentos sociais de esquerda que defendem a presidenta.
Apenas um princípio de confronto foi registrado entre o JSB (Juventude Socialista Brasileira) e o movimento intervencionista, acampado no gramado central da Esplanada dos Ministérios, próximo ao Congresso. Um homem fardado, contrário ao impeachment de Dilma, mas que defende a intervenção militar, bateu com uma barra de madeira em uma placa enquanto os jovens, que são favoráveis ao governo, passavam. Ninguém se feriu.
O grupo, de cerca de 500 pessoas, segundo a PM, foi o último a passar pela pista em frente ao Congresso. Antes, cerca de 4 mil pessoas, também conforme a corporação, protestaram pela saída de Cunha da presidência da Câmara, contra o PL (Projeto de Lei) 5.069/2013 – que entre outras coisas, dificulta que mulheres estupradas possam abortar – e em defesa da Petrobras. Mesmo o encontro com os manifestantes dos movimentos pró-impeachment de Dilma, que estão acampados em frente ao Congresso há três semanas, foi tranquilo. (Folhapress)
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